Campeões Nacionais 2014/2015

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

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Portugal 20 de Março de 2016

Chegadas as horas das grandes decisões, onde estivemos e ainda estamos, ao contrário de outros clubes mais “bem” preparados do que nós, com alguma naturalidade ficamos de fora da Champions, e continuamos líderes do campeonato após a primeira sequência de 4 jogos relativamente aos 8 jogos que ficaram depois da vitória sobre o Tondela, primeiro jogo após a sensacional vitória em Alvalade.
Quanto à Champions é unânime que deixamos um bom registo global (económica e desportivamente falando), saindo eliminados com um único golo de diferença perante um adversário forte e que está estruturado para aparecer com regularidade nas meias-finais da Champions. Pelo 5º ano consecutivo o Bayern está nas meias-finais, enquanto o Benfica foi pela 3ª vez em 10 anos, aos quartos de final da Champions.
Para o sucesso do Bayern muito contribuiu o enorme respeito que demonstraram pelo Benfica, em particular no primeiro jogo, o que em minha opinião anulou o efeito surpresa que poderia jogar a nosso favor, em especial após a eliminatória difícil que eles tinham tido com a Juventus. Guardiola demonstrou porque é um dos melhores treinadores do Mundo e o meu palpite de que o Bayern poderia ser uma equipa ao nosso alcance, pelas razões que na altura expliquei, acabou por não se concretizar.
Para o falhanço do Benfica, e mesmo considerando que qualquer critica não deve servir para julgar jogadores e/ou treinadores, aponto (1) a falta de concentração no 1º jogo ao não concretizarmos uma das poucas oportunidades de golo consentidas pelo Bayern, (2) a não marcação de um possível penalty (na área do Benfica seria assinalado, sem sombra de dúvida) embora me pareça que não há intenção de jogar a bola, mas há claramente beneficio futebolístico do defesa que nos tirou uma bola, (3) erros de posicionamento e/ou de decisão no 1º golo sofrido cá na Luz, uma vez que a bola era do nosso defesa, o guarda-redes nunca poderia abordar esse lance porque só conseguiria colocar a bola à frente da nossa grande área e não era garantido que os trincos e médios estivessem bem posicionados para rechaçar esse mau alívio do guarda-redes, com aliás não estiveram, (4) num jogo de dificuldade elevadíssima penso que se teria justificado a inclusão de Luisão, porque mais do que um defesa é um líder que dá ordens em campo, e quem sabe nesse tal 1º golo poderia ter corrigido o posicionamento de alguns colegas.
No calor e emoção da eliminação, por um golo apenas, muita gente do “alto” falou da falta de “estrelinha” do Benfica. Discordo. Cometemos erros individuais que resultaram em erros colectivos e se no futuro quisermos ter mais hipóteses de aceder às meias-finais, deveremos perceber o que fizemos de bom e corrigir o que fizemos de mal. É assim que as equipas crescem.
Quanto ao campeonato, ganhamos o primeiro pacote de 4 jogos, onde o grau de dificuldade era ligeiramente superior (jogamos com 3 equipas que lutam para não descer, Boavista, Académica e Setúbal, com a Champions pelo meio) aos mesmos 4 jogos do SCP. Para aspirarmos à conquista do título era imperativo manter ou aumentar a distância pontual para os rivais nestes 4 jogos. Concluído este pequeno ciclo, mantivemos a distância para o SCP e aumentamos para o FCP, ficando praticamente confirmada a nossa entrada directa na Champions (pelo 7º ano consecutivo), outro objectivo da época.
Vamos entrar noutro ciclo de 4 jogos, agora já sem a presença na Champions, mas ainda com um jogo da meia-final da Taça da Liga para realizar. Do meu ponto de vista o grau de dificuldade do calendário do Benfica é inferior ao do nosso rival directo SCP. O que não quer dizer que possamos estar a confiar num deslize deles, apenas porque vão jogar a casa do FCP e do Braga. O FCP está numa fase irregular. Já o Braga, tratando-se do último jogo, poderá não criar dificuldades ao SCP no caso de dependerem deles próprios.
O próximo jogo reveste-se de importância fundamental (há 6 jogos que assim tem sido), não só porque se trata de um adversário difícil que luta pelo acesso à Liga Europa, mas porque joga bom futebol e este ano tirou pontos a SCP e FCP. Mais uma vez o 12º jogador será fundamental, já que não podemos contar com a “estrutura”. Aliás penso que depois dos números sobre compras e vendas de jogadores, que saíram hoje na comunicação social, os que me criticam por andar há anos a falar do “faz-que-é-presidente” e a farsa que é a actual gestão, têm a prova que não tenho escrito ao acaso nem me move qualquer interesse que não seja o Benfica. Voltarei a este tema em breve.

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