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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Vieira "torra" o dinheiro de João Félix...

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O futebol actual jamais se aproximará dos tempos do amor à camisola e bola pra frente, os tempos são outros e o que outrora era vivido com humildade e pensamento puro, transformou-se num negócio de milhões e de esperteza negocial.
Já neste século, o negócio futebol começou a atrair pessoas que nada tinham a ver com o desporto em si, sendo factual que a maioria dos  investidores vinham com petrodólares aproveitando as fragilidades e ausência de regulação no futebol mundial, aí destacaram-se clubes como o Chelsea, Manchester City e PSG como os clubes "irrelevantes" até então, que tiveram direito a investimentos brutais e a ascensões directas correspondentes aos investimentos efectuados.

Ora com estes fluxos de investimento e com vários clubes a fazer pressão, as entidades reguladoras para o futebol foram obrigadas a intervir e a tomar medidas no sentido de proteger a competitividade do futebol europeu, impondo o dito fair play financeiro... Um dos clubes que se fez ouvir várias vezes foi o todo poderoso Bayern de Munique, sendo notório nos últimos anos, a diminuição de competitividade dos seus planteis e poderio financeiro no mercado.

” O Paris Saint-Germain e o Manchester City têm inflacionado o mercado globalmente. O Real Madrid não, já que nos últimos anos gastaram quase nada, provando que não é preciso aderir à loucura financeira para conquistar a Liga dos Campeões. Esse é também o nosso caminho. O nosso objetivo é ganhar o quando antes a Champions” Karl-Heinz Rummenigge

Ora se até o Bayern se queixa imaginem o Benfica e os restantes.

Ontem tivemos Cristiano Ronaldo numa entrevista concedida à TVI, a constatar o que todos vemos "Quando valeria agora Ronaldo? "Como está o futebol hoje em dia? É difícil de calcular. Hoje aposta-se muito no potencial e a indústria do futebol está diferente. Vou meter o caso do Félix à parte. Hoje em dia qualquer jogador vale 100 milhões, mesmo sem provas dadas. Há mais dinheiro no futebol... Um central e um guarda-redes valem 70, 80 milhões... Não concordo. Mas este é o mundo em que vivemos, o mercado é assim, há que respeitar.""

Estas declarações de CR7 vão de encontro a outro factor preponderante para o inflacionar de todo mercado... os direitos de TV que "explodiram" para valores impensáveis e nunca antes vistos em quase todos os países... Basicamente melhores campeonatos, mais visibilidade, melhores propostas de contratos de TV. Esta tem sido a relação mais justa e compreensível de todas nos últimos tempos... Parece-me muito claro que a partir deste ponto, um clube português querer competir em contratações ou ordenados com um outro clube qualquer de um campeonato top europeu, vai-se tornando cada vez mais difícil, obrigando-nos assim a comprar no mercado nacional ou em segundos e terceiros mercados mundiais.

Ora o Benfica sabendo disso foi astuto e antecipou-se com os tais 10 anos à frente dos rivais, optando estrategicamente por apostar forte em produzir mais, comprando menos... mas até aqui a capacidade económica e negocial tem que ser um factor a ter em conta... os nossos miúdos com minutos e rodagem na equipa principal, já começam a ser aliciados com ordenados impensáveis de suportar, logo o momento em renovar-lhes contratos atempadamente com cláusulas altas, tem que ser o caminho actual e a trilhar nos próximos anos, defendendo assim o clube, a nossa capacidade financeira e o desenvolvimento sustentável do clube.

Renovações...
As renovações de jogadores feitos, são cada vez mais difíceis de concretizar. Empresários e jogadores, percebem que tem um jackpot em mãos se o contrato terminar, pelo que se torna urgente não deixar um jogador chegar aos seus últimos 2 anos de contrato. Isto porque mesmo que o jogador esteja valorizado desportivamente no seu clube, está frágil na mesa de negociações quer para para renovar, quer para sentar com um clube que demonstre interesse em contrata-lo.

Lembro que o contrato máximo de um jogador profissional de futebol é de 5 anos, logo se um clube não quer deixar os seus atletas entrarem nos últimos dois anos de contrato, terá que praticamente renovar-lhes o contrato de dois em dois anos...

Renovar com miúdos Made in Seixal é outro desafio, deixando-os satisfeitos e motivados sim, mas com cláusulas altas e com margem inteligente entre o auferido e o tecto salarial do clube de modo a flexibilizar o renovar do contrato mais tarde.
Com os mais velhos a ordem tem sido a mesma, renovar pelo grau de importância na equipa e no balneário...
A tudo isto eu chamo estrutura de futebol profissional a trabalhar bem.

Após o fecho de mercado, será urgente para o Benfica renovar com Grimaldo que já entra nos seus dois últimos anos de contrato, assim como será urgente vender o Zivkovic que está na mesma situação nem que seja por 5M€. (um negócio à Sporting equivale a 15M€ com ordenados incluidos)

Dos miúdos, parece-me extremamente importante renovar com o Jota, porque embora a sua cabeça me tenha desiludido muito nos últimos tempos, estou certo de que se começar a jogar facilmente aparecerão clubes interessados em bater os 30M€ da cláusula de rescisão.
Jota tem um potencial incrível de crescimento assim a cabeça o permita, sendo que para mim é até hoje, o jogador mais talentoso Made in Seixal.

Qual a vossa opinião sobre tudo isto?