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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Rescaldo - Benfica 1 vs 2 Leipzig


Quem assistiu a este jogo desprendido de sentimento clubístico, terá assistido a um jogo extremamente interessante. Tácticamente as equipas encaixaram muito bem uma na outra e ambas tentaram contrariar os pontos fortes do adversário tentando impor o seu jogo.

Para este jogo Bruno Lage optou por fazer gestão de risco de esforço com André Almeida e Rafa, fazendo entrar Tomás Tavares e Cervi para os seus lugares. Ambos estiveram a um nível muito alto e só como desculpa esfarrapada se pode dizer que foi por culpa dessas alterações perdemos o jogo.
Tomás Tavares foi mesmo o jogador do lado do Benfica que mais tocou na bola durante toda partida (75 vezes). Esteve sempre muito lúcido, concentrado e sem medo de ter a bola. Disputou todos os lances com uma naturalidade pouco normal para uma estreia e esteve quase sempre bem no posicionamento defensivo. De evidenciar também, que foi muito inteligente na gestão das suas incursões pelo corredor, algo que tanto gosta de fazer. 
Eu diria que era muito difícil fazer uma melhor estreia de manto sagrado.

Cervi foi a escolha para substituir Rafa não só para gerir o esforço de Rafa mas porque é mais esforçado no processo defensivo, algo que era muito importante neste jogo.

Jota, teve uma primeira parte muito interessante, mas já era previsível que não tivesse tarefa fácil num meio campo extremamente povoado e sem espaços para ter bola.

O melhor em campo para mim foi mais uma vez Taarabt que evidencia ser um jogador que só não está noutros patamares de carreira porque infelizmente não conheceu Bruno Lage antes. Sempre com uma atitude muito positiva no jogo e com uma visão e qualidade de passe só ao nível dos predestinados. 

Falando do jogo em si acho que foi sempre muito bem disputado e repartido e na minha opinião o empate seria o resultado que mais se ajustava ao que se passou no campo. Se é verdade que o nosso adversário foi sempre mais perigoso no último terço do campo, com o trio que tinha referido na antevisão Werner, Poulsen e Sabitzer em evidência, também é verdade que o Benfica estatisticamente foi melhor em quase todos os índices importantes.

Todos sabemos que normalmente estes jogos decidem-se em pormenores, sendo que este não foi excepção.

No total o Leipzig rematou 12 vezes ao passo que nós rematamos 16.
No índice dos remates enquadrados na baliza, o nosso adversário em 3 remates fez 2 golos e nós em em 7 conseguimos apenas marcar uma única vez.

Os restantes dados estatísticos demonstram-nos que o jogo foi disputado palmo a palmo entre as duas equipas, sendo que o dado diferenciador residiu na eficácia.

47%
Ball possession
53%
16
Total shots
12
7
Shots on target
3
8
Shots off target
4
1
Blocked shots
5
5
Corner kicks
4
2
Offsides
3
11
Fouls
13
1
Yellow cards
2
3
Big chances
2
2
Big chances missed
1
11
Shots inside box
8
5
Shots outside box
4
1
Goalkeeper saves
6
500
Passes
549
421 (84%)
Accurate passes
456 (83%)
32/53 (60%)
Long balls
27/54 (50%)
6/16 (38%)
Crosses
2/18 (11%)
12/21 (57%)
Dribbles
8/23 (35%)
137
Possession lost
163
53
Duels won
54
7
Aerials won
14
13/23 (57%)
Tackles
18/21 (86%)
15
Interceptions
13
21
Clearances
17

Este jogo é o exemplo claro de que todos os jogos do nosso grupo serão incrivelmente competitivos, pois não nos podemos esquecer de que o Leipzig é apenas a equipa menos cotada e vinda do pote 4. 

É preciso calma e cabeça fria, perdemos uma batalha mas não perdemos a guerra e se o Leipzig nos ganhou cá, eu acredito que num jogo competente os papéis se podem inverter na Alemanha.