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terça-feira, 22 de julho de 2014

O Oblak só tem um neurónio...



O Oblak diz que saiu do Benfica por dois motivos... Por ir jogar para um grande campeonato e porque «Decidi sair porque vi que muitos dos meus colegas também iam abandonar o clube.».

Portanto, o ano passado quis sair porquê? Porque não saia ninguém?

Então diz que um dos motivos porque quis sair foi porque viu que muitos colegas iam sair e vai para um clube onde se passa o mesmo que se está a passar no Benfica? Falta de coerência e falta de carácter é o que é...

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Taça de Honra - Balanço

Uma derrota é sempre uma derrota, ainda por cima com a lagartada e por isso não estou contente mas não entrar em modo "destrutivo".

Muitos dos jogadores que jogaran neste torneio nunca tinham jogado juntos, foram os dois primeiros jogos da pr´+e-época, está gente lesionada e alguns ainda de férias.

No jogo ocm o Estoril estivémos bem mas não estivemos a um nivel muito alto, o que é normal nesta fase.

No jogo com a lagartada, perdemos e perdemos bem. Não se pode passar por cima do facto de a lagartada ter apresentado um 11 inicial em que só 3 jogadores, 2 de campo, não eram titulares e só um é cara nova, o Rossel.

O Benfica apresentou uma equipa com muitas caras novas e em que somente 2 jogadores foram titulares a época passada, Gaitan e Lima. Depois ainda jogou o miúdo João Teixeira que fez os primeiros minutos ao serviço da equipa principal, o Talisca que chegou à semana e meia, o Felipe, o César e o Benito como caras novas.

Bastaria o Benfica apresentar algo como Artur, Máxi, Luisão, Jardel, Benito, Amorim, Enzo, Gaitan, Salvio, Lima e Derley para a música ser completamente diferente.

Temos gente de fora que ainda não jogaram e que irão acrescentar qualidade à equipa, como o Pizzi., Fariña, Lisandro, Djavan, Luisão, Máxi, André Almeida, Amorim, Sulejmani, Enzo, Victor Andrade, Saçvio e para Janeiro o Fejsa.

Foi notória, contra um meio campo mais rotinado como o da lagartada, a dificuldade do João Teixeira e do Talisca. Ambos perderam muitas bolas e erraram inúmeros passes, o que é perfeitamente compreensível porque nunca jogaram juntos e foi a estreia para ambos na equipa principal.

Fica claro que precisamos de um médio defensivo para assumir a titularidade porque só teremos Fejsa para Janeiro. Um guarda-redes e colmatar uma eventual saída de Enzo, isto se JJ não estiver a pensar em colocar naquela posição o Fariña.

Acredito que o guarda-redes e o médio defensivo deverão chegar entretanto e era excelente se Gaitan e Enzo ficassem.

Quanto aos reforços que já entraram em campo, o único que mostrou pouco foi o Luís Felipe. O Talisca está a errar muitos passes mas é normal para quem está a assimilar movimentações novas, não acredito que seja o substituto de Enzo caso saia. O César e o Benito estão a fazer uma boa adaptação, principalmente o Benito. O Derley será o companheiro de Lima, para já...

É continuar a trabalhar para que no dia 10 de Agosto possamos levantar mais um caneco e começarmos bem a época.

Uma nota para a arbitragem... Absolutamente nojenta!!! Durante 90 minutos o árbitro marcou 2?! livres junto á área do Sporting, deixando passar uma série deles. Duas cotoveladas que nem falta foram e um penalti por marcar sobre Gaitan.. Até aceito que o árbitro não considere penalti mas como eram os lagartos, e sei bem o chinfrim que seria se perdessem esta taça com um penalti não marcado a favor, fica aqui o registo. A este penalti, podem juntar um que ficou por marcar no jogo com o Belenenses...

Nunca mais é o próximo jogo...




sábado, 19 de julho de 2014

O rei vai nu...

Portugal 19 de Julho de 2014

Confirmaram-se alguns dos rumores que circulavam nas páginas dos jornais e restante comunicação social. Da equipa campeã que também venceu a Taça de Portugal e a Taça da Liga, e que foi finalista da Liga Europa, confirmam-se as saídas de Garay vendido por 6 milhões de euros, Siqueira com opção de compra de 7 milhões não exercida, Oblak vendido por 16 milhões (valor da cláusula) e Markovic por 25 milhões (cláusula de rescisão de 40 milhões).
Como se sabe, cada um destes jogadores nucleares (Markovic será o menos importante nesta perspectiva) teve uma história de saída distinta. (1) Garay que custava ao Benfica cerca de 3,5 milhões de euros anuais em salários e tinha contrato até Junho de 2015, foi vendido a preço de saldo naquilo que considero ser um “crime lesa futebol benfiquista”. (2) Siqueira, jogador que resolveu um problema com mais de 5 anos na lateral esquerda, não convenceu Vieira ou a Direcção do Benfica, a exercer a cláusula de compra de 7 milhões de euros, havendo duas versões antagónicas para justificar esta opção. O Sr.º Vieira disse que os salários pedidos por Siqueira eram incomportáveis para o clube/SAD (entrevista à RTP no Museu Cosme Damião), e o jogador desmentiu-o mais tarde dizendo que nem sequer chegaram a falar de salários. (3) Oblak tinha contrato até Junho de 2015, foi transaccionado pela cláusula de rescisão. (4) Markovic com contrato mais alongado, cujos direitos económicos repartíamos com um Fundo do empresário Pina Zahivi, foi vendido por 25 milhões, valor abaixo da cláusula de rescisão.
Pode-se concluir que existem diversos motivos para explicar cada uma das saídas, mas todos esses motivos afunilam numa só conclusão acerca da gestão económico - desportiva do Benfica e que se ilustra com a antítese da história do “rei nu”. Na realidade deste Benfica são os adeptos que vêm grande qualidade na roupa do rei, e o rei (mais um numero limitado de acólitos) é o único que sabe que não traz qualquer roupa vestida.
Para tirar estas conclusões baseio-me em dois vectores argumentativos que o Sr.º Vieira, aconselhado pelos seus acólitos, vai “vendendo” nas suas fugazes aparições televisivas: 1) sabemos para onde vamos, o caminho é longo e difícil, mas com a ajuda de todos seremos bem sucedidos, 2) este foi o último exercício em que tivemos de vender jogadores para equilibrar a situação financeira do Benfica.
Dando o crédito que estas mensagens não têm, como venho dizendo há anos, temos de concluir que a gestão do Benfica é uma farsa monstruosa. Uma farsa planeada, executada e publicitada com perversidade, na medida em que não é tido em conta a crença, sofrimento e paixão dos adeptos, mas todos os anos se inventa um qualquer novo argumento para continuar a planear e executar uma estratégia contra os interesses do Benfica, ou seja, contra a confiança, sentimentos e paixão dos sócios e adeptos.
Este tipo de gestão do vender rápido e na primeira oportunidade, só se explica pela mentira sobre a solidez das contas do Benfica e pela mentira sobre o benfiquismo do Sr.º Vieira. Não se pode entender de outra forma este tipo de gestão! O Benfica é campeão, tinha finalmente uma equipa estruturada a partir dos processos defensivos, tinha finalmente um defesa esquerdo consensual e competente, um guarda redes difícil de bater e com margem de progressão, defesas, médios, atacantes, enfim, poderíamos sonhar a passar à fase a eliminar na Champions League, e que faz o Sr.º Vieira? Isto que temos visto...
As perguntas que ficarão sem resposta são: se Enzo Peres renovou contrato antes de sair para o Mundial, como ele referiu, porque razão Oblak e Garay não tiveram igual tratamento quando se sabia que os seus contratos terminavam em 2015? Se a situação financeira do Benfica é equilibrada, o que leva o Benfica a vender Markovic, 19 anos e margem de progressão, por um valor muito inferior à sua cláusula de rescisão, que era de 40 milhões? Se no Benfica é tudo transparente, o que leva Vieira a fazer sucessivos negócios de aquisição de 50% do direitos económicos dos jogadores, sabendo-se que as comissões ganhas pelos empresários nas revendas são enormes e podem ser divididas com quem quiserem e com quem os ajuda a ganhar dinheiro tão fácil? O que leva Vieira a trocar um valor seguro como Siqueira, por um par de incógnitas como Benito e Djavan que custaram cerca de 5 milhões de euros, sendo que Djavan pertencia ao Corinthians Alagoano, clube do qual é proprietário o famoso Araújo da “fruta” e “café com leite”?

Mas para os Sr.ºs Gaspar Ramos e Joe Berardo, o Benfica está a fazer o que tem de fazer. O rei vai nu, mas os súbditos, entenda-se, os sócios e adeptos dizem que não...

quinta-feira, 17 de julho de 2014

As saídas

Continuam a sair jogadores e continuo tranquilo...

E aqueles que todos os dias colocam textos e textos a "malhar" nas saídas além de estarem tranquilos também deveriam estar super contentes.

Deveriam estar contentes porque com as saídas há sempre a possibilidade de Vieira lhes fazer a vontade e apostar na formação e assim poderemos ter Varela, Ruben Pinto, Fábio Cardozo, Nelson Oliveira, Helder Costa, Bernardo Silva e Ivan Cavaleiro para os lugares de Oblak, Enzo, Garay, Gaitan, Djuricic, Rodrigo e Markovic. Pena que o Benfica já tenha contratado dois laterais esquerdos senão também poderiam vir o Luís Martins e o Mário Rui. E a cereja no topo do bolo seria o regresso de Miguel Rosa que tanta falta fez a época passada...

Entretanto, podem ficar tranquilos porque finalmente o passivo poderá ser reduzido, uma cavalo de batalha de muitos.

Pessoalmente, acredito que virá gente para o plantel para as posições que não estarão "cobertas", tais como a de guarda-redes, médio defensivo e médio centro se Enzo sair. De resto já temos nos nossos quadros jogadores para as restantes posições.

Nunca mais rola a bola...


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Acabou o Mundial...



Portugal 14 de Julho de 2014

Acabou o Mundial de 2014, com uma vitória merecida da Alemanha, como também seria merecida se fosse a Argentina a ganhar. Duas grandes Selecções, dois tipos de jogo que tiveram tanto de distinto na forma como procuraram a baliza adversária, como de igual na vontade de ganhar.
Esta final permite-nos tirar algumas conclusões que se adaptam às finais que o Benfica disputou na Liga Europa, uma perdida com 1 golo aos 92 mn, outra perdida nas grandes penalidades.
Uma grande realidade é que os jogadores estavam cansados pela sobrecarga de jogos efectuados durante a prova, acumulando com os jogos das equipas que representam. Mesmo considerando que tiveram um período sem competição, para estagiar e prepararem a prova, o cansaço foi sempre uma variável do rendimento desportivo das equipas.
Quando chegou às duas finais europeias, o Benfica também fez um enorme trabalho nesta matéria, conseguindo conciliar o rendimento desportivo nas restantes provas com as etapas vencidas no caminho para essa Final. De onde nunca se poderá deixar de sublinhar que chegar à Final é só para os melhores. Daí ninguém poder tirar mérito ao Benfica de Jesus.
Em relação à Final do Mundial, tivemos alguns dos melhores executantes do Mundo, e como se viu ganhou uma Selecção que não tem o “melhor do mundo”, o que vende mais champô Linic ou que muda mais vezes de visual. Mas foi a Selecção de uma Federação que soube estruturar-se para a prova, escolhendo a melhor equipa técnica (apesar dos falhanços no Mundial 2010 e Euro2012), os que consideraram ser os melhores jogadores, que adoptaram uma estratégia de abordagem da prova em função das suas especificidades (calor, temperatura, número de jogos), que pensou no que de facto iam fazer e que no final foram bem sucedidos porque pensaram, planearam e executaram melhor que todos os outros.
Justo será referir que também podia ter ganho a Argentina, se Higuain ou Messi tivessem marcado primeiro, quando dispuseram de oportunidades que não surgem muitas vezes neste tipo de jogos. Numa situação de desvantagem e perante uma Selecção que defende bem, que faz do processo defensivo a sua forma natural de jogar, não teria sido fácil à Alemanha dar a volta ao jogo. Contudo a especulação não leva a lado algum, ganhou quem marcou e quem marcou foi a Alemanha, naquele que para mim é o golo do torneio. Porque é um golo de execução difícil e porque valeu o título.
Voltando às Finais perdidas pelo Benfica, devemos notar que contra o Chelsea de 1 só ponta de lança, fomos uma equipa de propensão ofensiva com 2 pontas de lança (Cardozo e Lima) na táctica do 4-4-2 em losango. Contra o Sevilha também de 1 só ponta de lança, jogamos novamente em 4-4-2 em losango, mas a cobertura defensiva que dão Lima e Rodrigo foi superior à que deu o modelo do ano anterior.
E se podemos dizer que Di Maria fez muita falta à Argentina, porque é um jogador explosivo, que faz bem o um contra um, arrastando jogadores adversários e com isso libertando espaços para os colegas de equipa poderem atacar e rematar à baliza, que dizer da ausência de Sálvio e Enzo Peres da 2ª final do Benfica contra um adversário na máxima força? Pois é... Era muito mais difícil...
A final do Mundial teve poucos erros de arbitragem, e os poucos que existiram foram de natureza disciplinar. Mesmo assim, as duas grandes Selecções lutaram, correram, igualaram-se numa luta que só foi decidida a 7 mm do final do prolongamento. E se o árbitro tivesse perdoado dois penaltys claros contra a Alemanha como perdoou o árbitro alemão contra o Sevilha? Pois é... Seria ainda mais difícil conseguir ganhar...
Ganhou a Alemanha! Viva o futebol bem planeado...
Uma palavra final para os comentários de Rui Costa que roçaram a excelência, pela sobriedade, conhecimentos e respeito evidenciado pelo do futebol jogado pelas duas equipas... Um exemplo a seguir pelos pivots das televisões, muitas vezes mal informados daquilo que comentam, como se viu com Romero que não pertence aos quadros do Mónaco, como disse o jornalista RTP, mas sim Sampdória, como bem corrigiu Rui Costa.
Outra palavra para a eleição de melhor jogador do Mundial. Apesar de ser apreciador de Messi, discordo da sua eleição (não esquecer que falhou um golo “feito” ao mn 46 da 2ª parte). Na minha perspectiva fazia mais sentido eleger Mascherano por ter evitado o golo de Robben, na meia-final, em cima dos 90 mn, desarme esse que permitiu à Argentina seguir para a Final. E também pela excelente cobertura defensiva que deu à equipa, ajudando a que a Argentina tivesse uma das melhores defesas com 3 golos sofridos na fase de grupos e mais 1 no prolongamento da Final. Os argentinos irão sentir a sua falta,...
Por último, o Brasil. Limitar o insucesso brasileiro às opções de Scolari é redutor e vai continuar a manter o Brasil em plano secundário face às grandes Selecções europeias. É preciso não esquecer que este 4º lugar é a melhor classificação depois da conquista do Penta em 2002 com Scolari. Seja por 7-1 ou por meio a zero, o Brasil tem sido sempre afastado das fases finais das decisões dos últimos Mundiais. Se repararmos também na Copa Libertadores da América, metade das equipas brasileiras saiu na fase de grupos, e a outra metade saiu nos oitavos de final. O Brasil tem de mudar o paradigma do seu futebol, caso contrário irá continuar a perder protagonismo no futebol mundial. Devem procurar ter menos samba, mais rigor e mais pragmatismo no seu futebol... algo que no Benfica, com excepção do samba, também deveríamos procurar.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Acontece...



Portugal 10 de Julho de 2014

O cabaz de golos que o Brasil levou da Alemanha fez-me alterar o plano de não voltar a comentar sobre jogos do Mundial. Esse jogo foi uma efeméride e merece umas linhas de reflexão, mais não seja porque vi o jogo de forma diferente dos tais “analistas” de resultados que a comunicação social e os adeptos confundem com “especialistas” de futebol.
Mas antes de mais quero salientar que tem de se concluir que há muito burro no Benfica a escrever sobre Benfica, no que diz respeito à equipa de futebol. Esta goleada sofrida pelo Brasil é um exemplo claro que não se pode afirmar com a jactância e pedantismo que se vê em certos blogues, que “com estes jogadores qualquer um é campeão no Benfica”, numa critica explicita ao trabalho de Jorge Jesus. Não! Errado! Há que trabalhar muito e em muitas variáveis para que uma equipa não perca jogos, quanto mais, para que não seja humilhada, de modo a chegar ao final das provas em condições de as ganhar. E para isto é preciso muita competência, muito trabalho em campo e fora dele na vertente mentalização, muita componente técnica e muita capacidade de a interpretar satisfatoriamente. E Jesus faz isso há 5 anos, quase repetidamente, o que valoriza mais o seu trabalho.
Como se viu com duas equipas com 11 contra 11, com os melhores executantes do mundo, dos melhores treinadores do mundo, o resultado foi um cataclismo de tal ordem que não há explicação lógica ou científica para justificar o que aconteceu. Há sim explicações plausíveis ou exequíveis, que não deixam de ter a sua componente opinativa e como tal, serão sempre sujeitas a critica e discordância.
Não podendo buscar uma explicação para tal descalabro na superioridade numérica de uma equipa sobre a outra, na táctica suicida ou na escolha de maus jogadores, mesmo que se possa discordar de alguns nomes que foram seleccionados em detrimento de outros (como Fred ou Hulk), teremos de nos apoiar na envolvente do jogo e das Selecções em questão.
Como bem diz Van Gaal, perder 7-1 ou perder por grandes penalidades é a mesma coisa. De certa forma sim, porque sendo o objectivo a passagem à fase seguinte num só jogo, o que interessa é passar seja de que forma for. Ora um jogo a eliminar acarreta “nuances” competitivas que um jogo em fase de grupos não acarreta. Neste os jogadores sabem que há outros jogos para compensar um resultado menos bom, enquanto na fase de eliminação directa isso não é possível. Para ser bem sucedido na fase a eliminar é necessário (não só, mas também) que os jogadores tenham uma boa mentalidade, uma mentalidade que os mantenha competitivos mesmo que o adversário marque o primeiro golo.
Ora comparando Brasil com Alemanha, o que temos? De um lado uma Selecção muito pressionada por jogar em casa, por ser a que mais títulos tem na história do campeonato do mundo, por querer deitar para trás o famoso “maracanazo”, por querer dar alegrias ao povo brasileiro que é dos mais ligados ao futebol do seu país. Do outro lado temos uma Selecção onde o racionalismo é levado aos extremos, o sentimento passa ao lado das diversas componentes do jogo, onde o profissionalismo é levado a sério e só conta uma coisa: meter a bola na baliza.
Assim temos o Brasil com os seus treinos abertos ao povo porque o futebol da Selecção passa muito para além das 4 linhas, enquanto temos uma Alemanha com os treinos fechados ao público porque o futebol tem apenas uma função desportiva e como tal, quanto mais concentração existir, melhor. Temos um Brasil de samba e forró, e uma Alemanha de concentração e forte determinação.
Foi no cruzamento destes factores que aconteceu a catástrofe brasileira, convicção que reforço depois de ver o Argentina – Holanda. O azar do Brasil foi ter apanhado a Alemanha, naquele jogo da meia-final, naquelas condições psicológo-mentais, com uma equipa forçada a inovar no centro da defesa e com um público ansioso pela vitória. Se tivesse apanhado a Holanda ou a Argentina, nada disso teria acontecido, porque após o 1º golo, estas Selecções controlam mais o jogo, com menos balanceamento ofensivo e esperando pelos erros dos adversários. A Alemanha não é assim! É uma autêntica “predadora”: querem mais e mais golos.... Arriscam, atacam atrevem-se porque é a sua forma de ver o futebol... E foram premiados...
Contudo, essa goleada pode ter um efeito perverso. A Argentina gosta de jogar em contenção e transições rápidas, o que vai prejudicar o futebol alemão, agora favorito e como tal, com necessidade de maior balanceamento ofensivo. Ora quando uma equipa tem esse balanceamento ofensivo e do outro lado está uma equipa que gosta de jogar na contenção e no baixo risco, podemos ter algo que pode surpreender quem não percebe o futebol. Não me surpreenderia que a Argentina vencesse a final, com alguma facilidade embora por margem mínima ou quase. Em termos de dificuldade de jogo, a Alemanha pode vir a sofrer na pele, o que o Brasil sofreu no jogo com a Alemanha, embora por resultado de desnível aceitável.
Porque perco tempo a falar deste futebol mundial? Porque, embora noutra escala, o futebol que o Benfica joga e contra quem joga, não foge muito destes padrões. OS executantes podem ser diferentes, a temperatura e humidade também, mas os princípios do jogo são os mesmos. Não há milagres. Se não respeitarmos o jogo, nunca seremos grandes porque continuaremos a ganhar pouco.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O apocalipse

Há malta que nem dorme nestes dias... Aquelas cabecinhas não param de girar... É só pesadelos com as saídas de jogadores...

Andam por aí uns que devem andar com umas dores na coluna que meu Deus...

O Rodrigo quando veio foi mau porque era refugo do Real e vinha tirar o lugar ao Nelson Oliveira, o Garay era mais uma negociata com o Real para baixarem o preço do Di Maria, o Siqueira veio mas não devia ter vindo porque era só lesões e se fosse bom tinha ido para o Real, o Sílvio não devia ter vindo porque tínhamos o Cancelo para explodir, o Gaitan já tinha sido vendido logo ao fim de 3 meses de Benfica porque era um brinca na areia que não defendia, o Oblak quando foi comprado foi mal comprado porque ia tirar lugar aos putos da academia, o Markovic veio tirar espaço ao Ivan Cavaleiro e até ao Miguel Rosa, alguns chegaram a dizer que se o Miguel Rosa se chamasse Rosavic teria lugar.

Agora é vê-los a puxar os próprios cabelos porque o Benfica devia ter renovado com o Oblak e ter colocado uma clusula de rescisão de 100 milhões. O Rodrigo nem a um clube foi vendido, uma vergonha!!! O Garay, o tal de mais uma negociata com o Real, foi muito mal vendido, uma vergonha, o Markovic agora é uma espécie de Messi por lapidar e o Benfica deveria ter feito uma clausula de 200 milhões, o Gaitan já passou a melhor jogador do Benfica, bem acima do Di Maria e deveria ter uma clausula de 300 milhões. Além do mais, parece que o Gaitan para o ano vai jogar por alguns 5 clubes diferentes, segundo a nossa (des)comunicação social.

E ainda só vamos no dia 7 de Julho...

Eu cá estou absolutamente tranquilo porque sei que quando começar o campeonato entrarão 11 jogadores em campo.

Temos a equipa já quase toda definida, mesmo que saiam mais alguns...

  • Oblak continua cá e tem como suplente Artur. Se Oblak sair virá certamente um guarda redes. É das poucas posições em que não temos substituto imediato;
  • Saiu Siqueira e já temos 2 laterais adquiridos. Djavan e Benito;
  • Saiu o Silvio e entrou o Luis Filipe.
  • Saiu Garay e já temos Lisandro e César;
  • Se sair Gaitan já temos o Sulejmani, Candeias e Ola John. Sendo que Djurici e Bernardo podem ser apostas na esquerda;
  • Se sair Markovic temos o Salvio, o Pizzi, o Candeias e Ola John. O Djuric e o Bernardo podem fazer a direita também;
  • Se sair o Enzo, parece que aposta poderá recair em Fariña, que poderá também fazer a esquerda.
Para mim, para já, falta um médio defensivo para fazer parelha com André Almeida. Como Fejsa estará lesionado até Janeiro é importante que venha alguém. De resto, estou tranquilo porque também acredito no trabalho de JJ.

Não me venham falar de que uns são superiores a outros porque quando vieram aqueles que agora estão de saída, também duvidaram do seu valor e agora é o que é.

Tenho confiança que quem foi capaz de trazer jogadores como o Garay, Enzo, Gaitan, Markovic e outros conseguirá construir uma equipa competitiva para que JJ retire todo o melhor de cada jogador.

É óbvio que eu gostava que ficassem todos mas sei que tal é impossível, as vendas e compras de jogadores fazem parte do core business de uma equipa profissional de futebol. Uns anos vende-se mais outros menos. Umas vezes fazem-se bons negócios, outras fazem-se negócios menos bons. Quem acha que o Benfica consegue segurar os grandes jogadores, sinceramente, e tirando uma ou outra excepção, não tem a mínima noção do que é o futebol moderno.

Mas sinceramente, para já, estou tranquilo, muito tranquilo...

Os Quartos de final...



Portugal 7 de Julho de 2014

Enquanto não estabilizam as informações e contra informações sobre compras e vendas de jogadores do Benfica, enquanto não se pode caracterizar com rigor as opções de gestão da Direcção, enquanto não se pode projectar com honestidade intelectual a componente futebol do Benfica, vamo-nos entretendo com o Campeonato Mundial. Escrevi sobre os oitavos, escrevo e termino este assunto do Mundial com os quartos de final.
Ao contrário dos jogos dos oitavos de final do Mundial, os jogos dos quartos de final foram menos palpitantes, menos intensos, talvez mais equilibrados. Apenas 1 jogo foi a prolongamento e foi decidido nas grandes penalidades, o que contrasta com a fase anterior onde 5 dos 8 jogos, decidiram-se depois dos 90 mn e respectivas compensações.
Para este cenário pode ter contribuído o factor “risco”, como se viu no Costa Rica – Holanda em que a equipa da América Central praticamente se limitou a não deixar jogar os holandeses, pouco ou nada arriscando no ataque, com excepção de 1 lance no prolongamento.
Também pode ter contribuído o factor “cansaço” físico associado aos muitos jogos já realizados e às condições de grande agressividade da temperatura e teor de humidade do ar, factores que para Paulo Bento não são de grande importância.
Pode também ter contribuído o factor “equilíbrio” associado ao grau de responsabilidade que as Selecções vão adquirindo, à medida que vão ultrapassando etapas.
O que quero dizer é que há múltiplas componentes antes dos jogos, mas a realidade é só uma e já aconteceu. Quero dizer que antes dos jogos é difícil teorizar sobre futebol, porque há N variáveis em questão. Depois dos jogos é fácil tirarmos conclusões, porque só temos que analisar os resultados. Em Portugal confunde-se frequentemente a análise de resultados com a definição de especialistas em futebol.
Nada de mais errado. Um especialista em futebol é alguém que já provou perceber de futebol. Um analista de resultados pode saber falar bem, mas isso não quer dizer que perceba de futebol. Ou que se por acaso pudesse treinar uma equipa de futebol, fizesse melhor do que o que alcançou o treinador que ele criticou.
Infelizmente são estes “analistas” de resultados que os adeptos tomam como “especialistas” em futebol. Com péssimas consequências no que diz respeito ao Benfica, clube mais sujeito à crítica barata deste tipo de ignorantes de fato e gravata.
Dois exemplos. A páginas tantas no Alemanha – Argélia, com o jogo bastante encaixado das duas equipas, sai-se o Vítor Pereira (como comentador) com a famosa frase “falta ali o Kelvin”. E não é que o Paulo Sérgio (como relatador) deu uma risada? Ora, qual o interesse em ir buscar um jogo entre FCP – Benfica, na época em que o FCP teve dois guarda-redes em vários jogos, para falar de um jogo do Mundial? O que é que isso acrescentou às explicações sobre as variáveis do jogo? Porque não foi sugerido que faltava ali um médio com a criatividade de André Gomes que marcou um golaço ao FCP e levou o Benfica à final da Taça de Portugal?
Outro exemplo aconteceu no Costa Rica – Holanda. Antes da substituição, o António Tadeia reconheceu que não sabia porque razão o Van Gaal mudava de guarda-redes “coisa nunca antes vista no futebol”. Ora na perspectiva da especialista em futebol, devia saber conjugar uns quantos factores tais como, a altura do guarda-redes e a habilidade para reagir ao remate adversário. Mas para além de dizer que não estava a ver qual a vantagem, ainda arriscou um tirada ridícula: “se a Holanda passasse adiante, o guarda-redes substituído não encararia bem a baliza por falta de confiança do Seleccionador....”
Mas pronto, são estes “especialistas” que ajudam os adeptos do Benfica a fazer a sua opinião sobre a nossa equipa de futebol, e a nossa equipa de gestão. Sempre para o lado errado, como se percebe...
Sem querer ser pretensioso, recordo o que escrevi antes dos jogos dos quartos de final, no texto “Oitavos” que aqui publiquei: Dito isto num cenário conservador talvez apostasse em Brasil, Argentina, Holanda e Alemanha para as meias-finais. Num cenário menos conservador talvez aposte no Brasil, Bélgica, Holanda e França.  
Acertei 100% no cenário conservador, e 100% na passagem de Brasil e Holanda em qualquer cenário, ao contrário dos muitos adeptos que James, Guarin e Jakcson têm na comunicação social...

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Jardel consumia cocaína

"Só consumia nas férias. O médico e o fisioterapeuta da equipa sabiam porque eu contava-lhes. Fazia exames todos os dias antes do treino e fiquei fechado um mês dentro da concentração para me recuperar" - Record

Só nas férias... Pois claro... Um agarrado á cocaína consegue escolher quando quer e não quer consumir... Portanto, passa 9 meses, uma época desportiva, sem consumir, como se nada fosse e depois nas férias manda uma snifadelas. Assim que começa a nova época "fecha-se um mês na concentração para recuperar". Penso que o pessoal médico que trata e acompanha a toxicodependência tem aqui um caso interessante para estudar. Um toxicodependente que consegue consumir durante 3 meses, pára durante 9 como nada fosse ainda por cima competindo em alta competição. É obra!!!!

Depois de Casagrande veio Jardel afirmar que tomavam substâncias proibidas no FC POrto mas deve ser tudo mentira!!! Deve ter sido o Vieira que lhes pagou para dizerem aquilo. Ou isso ou então são Benfiquistas que só querem é dizer mal da super estrutura do FC Porto...

Como é mais que normal, isto "passa ao lado" da nossa comunicação social porque estão a tratar de um tema absolutamente vital para o futebol português... O Enzo mandou á merda um jornalista português...

Este assunto vai ser chutado para canto... Mas já ter vindo á luz do dia na nossa comunicação social já é um grande avanço. Agora, investigação deste assunto, entrevistar o Jardel, isso é que está quieto, anda tudo ocupado a tentar ligar ao Enzo...



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Os oitavos de final...



Portugal 2 de Julho de 2014

Terminaram ontem os últimos jogos dos oitavos de final, que proporcionaram um conjunto de jogos de enorme qualidade e intensidade futebolística, confirmando que a Selecção de Jorge Mendes, do BES, da GALP e dos outros patrocinadores, não tinha qualidade para estar nesta fase da prova.
Uma abordagem despretensiosa e ligeira indica-nos que nas 8 partidas, apenas houve golos na 1ª parte em 2 jogos (Brasil-Chile e Colômbia-Uruguai). Uma conclusão possível é que as Selecções abordaram os jogos maioritáriamente com preocupações defensivas ou tendencialmente defensivas, montando os seus esquemas tácticos para explorar o erro adversário, mais do que para o provocar. Faço notar que nessas Selecções jogam alguns dos considerados melhores do Mundo, do meio campo para a frente, e como tal depreende-se que também estes são “obrigados” a desempenhar tarefas que impedem o jogo adversário.
Também se verificou, e aqui pode mesmo ter sido uma coincidência, que todas as Selecções que se apuraram em 1º lugar na fase de grupos, passaram aos quartos de final. 3 delas conseguiram-no no prolongamento (Alemanha, Argentina e Bélgica) e 2 delas no desempate por grandes penalidades (Costa Rica e Brasil). Isto permite-nos concluir que só 3 jogos se decidiram nos 90 mn mais compensações (Holanda – México, Colômbia – Uruguai e França – Nigéria) o que demonstra o equilíbrio entre Selecções e respectivos processos de jogo.
Reforçando esta conclusão do equilíbrio entre as Selecções apuradas para os oitavos de final, dos 8 encontros apenas 2 terminaram com 2 golos de diferença, sendo que nestes jogos, um teve o 2º golo marcado em período de compensações.
Há também o caso do número de Selecções europeias apuradas, que a dada altura levou alguns filósofos a concluir por uma má prestação. Nada de mais errado. Por caprichos do sorteio ou não, das 8 quarto - finalistas, 4 são europeias: Holanda, França, Alemanha e Bélgica. Passaram sim as que tinham de passar, as que melhor se prepararam, as que melhor souberam resolver os problemas criados pelas Selecções adversárias.
Para concluir diria que as Selecções apuradas trabalharam com elevado profissionalismo e concentração no objectivo desportivo. Como a tradicional e difícil Alemanha que foi das primeiras Selecções a instalar-se, escolhendo um local com temperaturas e teores de humidade semelhantes às cidades onde iria jogar, e adoptando planos de treinos que privilegiavam as horas a que iria disputar os jogos. A Alemanha era o nosso concorrente directo para a disputa do 1º lugar e os nossos “estrategos” entenderam que podíamos ser a última Selecção a instalar-se. Viram-se os resultados...
Vêm aí os quartos de final. Há dois jogos que me chamam a atenção, por poderem produzir surpresas de vulto: o Brasil – Colômbia e o Argentina – Bélgica. E porquê? Porque são jogos com 2 claros favoritos, tomando como referência o histórico de participações de Brasil e Argentina, mas que do outro lado têm oponentes moralizados e muito competentes, que já mostraram saber marcar muitos golos e defender com qualidade. No ataque vejo a Colômbia melhor do que a Bélgica, mas nos processos defensivos (é redutor chamar-lhe “defesa”) vejo uma Bélgica mais eficaz. Como se irão sair Brasil, com a pressão de jogar em casa e alcançar o “hexa”, e Argentina que quer estar na final, como mínimo, onde pode encontrar os rivais de sempre, Brasil?
Contudo há um factor que pode pesar. A pressão! Isto é, este tipo de Selecções que partem como “outsiders”, a partir de certa altura sentem que afinal também podem ganhar o troféu. Que afinal mais um jogo e estão nas semifinais. E depois quem sabe? Ora este tipo de contexto pode ajudar a pressão a instalar-se na equipa, e esta ser derrotada pela melhor qualidade individual dos jogadores adversários, os quais por seu lado, no caso de Brasil e Argentina, estão mais habituados a jogar com pressão do público, da comunicação social e do... momento. Como será desta vez?
Quanto à Holanda apostaria na sua continuidade em prova, com todo o respeito pela Costa Rica. No jogo França – Alemanha aposto em tripla embora não me surpreenda que a forte mentalidade dos alemães se possa vir a sobrepor ao futebol mais apelativo da França. Mas também aqui há alguns “mas”. Esta Selecção francesa é constituída por bastantes jogadores que jogam fora do país, Itália e Inglaterra em particular, onde ganharam outra mentalidade e formas de se relacionarem com o futebol. Este facto pode fazer a diferença e dar uma boa desforra à França.
Dito isto num cenário conservador talvez apostasse em Brasil, Argentina, Holanda e Alemanha para as meias-finais. Num cenário menos conservador talvez aposte no Brasil, Bélgica, Holanda e França.