Como princípio geral para todo o texto tenho que quem vota são as pessoas e devem poder expressar as suas opções pelo voto o mais livremente possível devendo a opção expressa ser respeitada independentemente do gosto pessoal individual e não classificando o que não for do "meu" gosto como anti democrático.
Como escreveu o RPGDias "Isto de ser democrata é difícil, temos que aceitar as decisões dos outros quando não concordamos com elas. " Eu acrescento, especialmente... especialmente quando não concordamos com elas!
Como escreveu o RPGDias "Isto de ser democrata é difícil, temos que aceitar as decisões dos outros quando não concordamos com elas. " Eu acrescento, especialmente... especialmente quando não concordamos com elas!
A isto relembro uma precaução que todos devemos ter, mas que muitos esquecem por questões pessoais... Umas vezes as nossas ideias ganham e outras vezes perdem... Normal! Se quisermos poder total quando as nossas ideias ganham temos de perceber que vai chegar o dia em que as nossas ideias vão perder e aí o poder total vai estar ao serviço das ideias que não gostamos... assim como o inverso... se não queremos dar poder ás ideias que não gostamos e queremos obstaculizar essas ideias, temos de perceber vai chegar o dia em que as ideias que gostamos serão também obstaculizadas.
Este post, mais do que o debate acerca do "as is" visa mais o debate de um "to be" que seja mais "e pluribus unum"... we the people of Benfica!
Para que todos possam dar o seu contributo, além dos estatutos, de algumas opiniões expressas no post que deu origem a este e da minha opinião, coloco também algumas alternativas á situação atual.
1. Legitimidade democrática dos estatutos
Os estatutos referem na SECÇÃO II – Assembleia Geral, que:
Artigo 49ºAtribuições
1. A Assembleia Geral é o órgão em que reside o poder supremo do Clube, sede de debate e votação dos interesses gerais do SPORT LISBOA E BENFICA com os limites legais e estatutários;
(...)
Artigo 50º
Competências
1. Compete à Assembleia Geral, sem prejuízo do prescrito em outras normas estatutárias e na lei, apreciar, discutir e deliberar sobre os interesses gerais do Clube, nomeadamente:a) Velar pelo cumprimento dos Estatutos e aprovar as respectivas alterações;
(...)
Artigo 56º
Modo de funcionamento
3. As Assembleias Gerais, salvo as de âmbito eleitoral, só podem funcionar em primeira convocação com a presença da maioria absoluta dos sócios com direito de voto, quando tal não se verificar funcionarão meia hora depois, em segunda convocação, qualquer que seja o número de sócios presentes se o aviso convocatório assim o determinar, excepto se a lei ou os Estatutos impuserem uma maioria qualificada para alguma das deliberações constantes da ordem de trabalhos e o número de sócios presentes não assegurar esse “quorum”;
(...)
Artigo 57º
Deliberações e referendo
1. Salvo disposição em contrário da lei ou dos presentes Estatutos, as deliberações da Assembleia Geral são tomadas por maioria absoluta dos votos dos associados presentes, podendo, sempre que a Mesa o determine, ser a votação efectuada por meios electrónicos, designadamente, nos actos eleitorais;
Artigo 57º
Deliberações e referendo
1. Salvo disposição em contrário da lei ou dos presentes Estatutos, as deliberações da Assembleia Geral são tomadas por maioria absoluta dos votos dos associados presentes, podendo, sempre que a Mesa o determine, ser a votação efectuada por meios electrónicos, designadamente, nos actos eleitorais;
Os estatutos foram, são e serão alterados pelos sócios em AG… estão legitimados independentemente de serem votados por 10, 183 ou 100mil sócios! Quem está contra os estatutos teve a oportunidade de manifestar a sua opinião no local e momento certo… votando contra as alterações… tal como quem esteve a favor e votou fez! (Chakra: "Sabes quantos associados votaram e aprovaram estes estatutos?
183 (Cento e oitenta e três) !!! Isto segundo me disse um sócio que esteve presente, pois eu infelizmente não estive presente, e não houve debate publico sobre este assunto. Eu sou um dos responsaveis por estes estatutos.")
183 (Cento e oitenta e três) !!! Isto segundo me disse um sócio que esteve presente, pois eu infelizmente não estive presente, e não houve debate publico sobre este assunto. Eu sou um dos responsaveis por estes estatutos.")
Atenção que isto não significa que não se possa discordar do que foi aprovado mas disso a classificar como antidemocrático vai uma distância demasiado grande…
Proposta:
1) Quanto a este ponto, vejo apenas a possibilidade de se exigir uma participação mínima, em % do total de sócios com direito a voto, para que as alterações se tornem vinculativas;
ou
2) Manter a situação actual e respeitar a opção das pessoas por se absterem ou não participarem.
2. Atribuição de votos
Segundo os estatutos, na mesma secção:
Artigo 51º
Constituição e atribuição de número de votos aos sócios
1. A Assembleia Geral é constituída pelos sócios efectivos e correspondentes com mais de um ano de filiação associativa cabendo-lhes, em todas as votações salvo expressa indicação estatutária, o seguinte número de votos:
a) Sócios com mais de um ano de filiação associativa e até cinco anos – Um Voto;b) Sócios com mais de cinco anos de filiação associativa e até dez anos – Cinco Votos;c) Sócios com mais de dez anos de filiação associativa e até vinte e cinco anos – Vinte Votos.d) Aos sócios efectivos com mais de vinte cinco anos de filiação associativa são atribuídos Cinquenta Votos.
Recordo as posições contraditórias e extremamente legitimas da Marta Costa da Cruz: "É impensável os sócios terem o mesmo número de votos. Sou sócia há quase 40 anos e não admito ter o mesmo número de votos do que pessoas que são sócios há 5 ou 10 anos. Simplesmente deixava de ser sócia." e do F_Edu68: "Caro Nuno, desculpe a minha questão mas, serei eu mais Benfiquista do que o Nuno apenas porque eu tenho o direito a 50 votos e o Nuno menos?" (embora o tema não seja obviamente o "benfiquismo")
Artigo 51º
Constituição e atribuição de número de votos aos sócios
1. A Assembleia Geral é constituída pelos sócios efectivos e correspondentes com mais de um ano de filiação associativa cabendo-lhes, em todas as votações salvo expressa indicação estatutária, o seguinte número de votos:
a) Sócios com mais de um ano de filiação associativa e até cinco anos – Um Voto;b) Sócios com mais de cinco anos de filiação associativa e até dez anos – Cinco Votos;c) Sócios com mais de dez anos de filiação associativa e até vinte e cinco anos – Vinte Votos.d) Aos sócios efectivos com mais de vinte cinco anos de filiação associativa são atribuídos Cinquenta Votos.
Recordo as posições contraditórias e extremamente legitimas da Marta Costa da Cruz: "É impensável os sócios terem o mesmo número de votos. Sou sócia há quase 40 anos e não admito ter o mesmo número de votos do que pessoas que são sócios há 5 ou 10 anos. Simplesmente deixava de ser sócia." e do F_Edu68: "Caro Nuno, desculpe a minha questão mas, serei eu mais Benfiquista do que o Nuno apenas porque eu tenho o direito a 50 votos e o Nuno menos?" (embora o tema não seja obviamente o "benfiquismo")
Não se trata de ser mais benfiquista ou menos benfiquista… tal como não faz sentido a comparação com as eleições do país, com uma pessoa um voto (Ghozé: "Um sócio, um voto, só faria sentido se fôssemos todos sócios à nascença e só houvesse um clube, o Benfica.")... Aqui a progressão poderá ser demasiado "grande" a partir dos 10 anos de filiação, mas percebe-se claramente a intenção de premiar os sócios mais antigos.
Proposta:
1) Diminuir o numero máximo de votos aos sócios com mais anos de filiação.
e/ou
2) Aumentar o numero de escalões.
e/ou
3) Terminar a distinção de votos entre sócios efectivos e correspondentes.
ou
4) Manter a valorização elevada dos sócios efectivos mais antigos.
2.1 Atribuição de votos a casas e filiais
Artigo 52º
Número de votos das Filiais, Casas do Benfica e DelegaçõesAs Filiais, Casas do Benfica e Delegações a que se refere o Capítulo VIII dos presentes Estatutos poderão tomar parte nas reuniões da Assembleia Geral, representadas por um delegado, devidamente credenciado, cabendo-lhes o seguinte número de votos:a) Filiais e Delegações – Vinte Votos;b) Casas do Benfica – Cinquenta Votos.
Número de votos das Filiais, Casas do Benfica e DelegaçõesAs Filiais, Casas do Benfica e Delegações a que se refere o Capítulo VIII dos presentes Estatutos poderão tomar parte nas reuniões da Assembleia Geral, representadas por um delegado, devidamente credenciado, cabendo-lhes o seguinte número de votos:a) Filiais e Delegações – Vinte Votos;b) Casas do Benfica – Cinquenta Votos.
Quem vota são pessoas, associadas do clube.
Revejo-me totalmente na opinião do Chakra: "Faz sentido uma entidade colectiva, as Casas, Delegações e Filiais, que sem duvida são muito importantes para o benfiquismo, ter direito a votos, exercidos por uma pessoa? (…) Faz sentido as Casas do Benfica terem direito a 50 votos? É quase como se uma parte da estrutura do Benfica votasse em causa própria." (...) "Os votos deviam ser um exclusivo de quem mantém quotas pagas, e é maior de idade. Por isso é que o voto é secreto, e é uma decisão individual, não faz sentido uma entidade colectiva "votar". "
Proposta:
1) Extinguir os votos das filiais e das casas.
ou
2) Diminuir os votos das filiais e das casas para o equivalente a um dos escalões intermédios.
ou
3) Manter a situação atual.
3. Limitação de mandatos
Os estatutos são omissos relativamente a este tema e deste modo conclui-se que não existe limitação de mandatos.
Eu, por principio, sou contra... sempre... em qualquer tipo de eleição! O único beneficio que normalmente é apontado é algo que que a forma correta de resolução é a judicial e não a eleitoral...
Como escreveu Fuzo: "Em Portugal o PM não tem limitação de mandatos. O PR tem. Ambos os casos são legitimos. O importante, são as eleições."
Propostas:
1) Limitar o numero de mandatos a 3 (com mandatos de 4 anos, 12 anos como máximo parece-me um ciclo de liderança razoável)
Eu, por principio, sou contra... sempre... em qualquer tipo de eleição! O único beneficio que normalmente é apontado é algo que que a forma correta de resolução é a judicial e não a eleitoral...
Como escreveu Fuzo: "Em Portugal o PM não tem limitação de mandatos. O PR tem. Ambos os casos são legitimos. O importante, são as eleições."
Propostas:
1) Limitar o numero de mandatos a 3 (com mandatos de 4 anos, 12 anos como máximo parece-me um ciclo de liderança razoável)
ou
2) Não limitar mandatos.
4. Elegibilidade
SECÇÃO I – Admissão e Classificação
Direitos dos Sócios
1. São direitos dos sócios:
d) Ser eleito para os órgãos sociais;
SECÇÃO I – Admissão e Classificação
Artigo 11º
Sócios efectivosSão sócios efectivos os sócios de idade superior a dezoito anos que contribuam para o desenvolvimento permanente das actividades do Clube, usufruindo da generalidade dos direitos e estando sujeitos aos deveres estatutários e regulamentares.
(...)
Artigo 17ºDireitos dos Sócios
1. São direitos dos sócios:
d) Ser eleito para os órgãos sociais;
(...)
2. Os direitos consignados no número anterior estão sujeitos às seguintes condições:
c) Os previstos na alínea d) só aproveitam aos sócios efectivos com mais de dez anos ininterruptos de filiação associativa, naquela qualidade, concomitantes com a data da eleição, sem prejuízo de outros prazos especificamente consignados nos presentes Estatutos;
2. Os direitos consignados no número anterior estão sujeitos às seguintes condições:
c) Os previstos na alínea d) só aproveitam aos sócios efectivos com mais de dez anos ininterruptos de filiação associativa, naquela qualidade, concomitantes com a data da eleição, sem prejuízo de outros prazos especificamente consignados nos presentes Estatutos;
SECÇÃO III – Direcção
Artigo 59º
Atribuições
A Direcção é o órgão de governo do SPORT LISBOA E BENFICA, tendo por primordial função promover e desenvolver em geral as actividades associativas, praticar actos de gestão e administração, representação e disposição, adequados à realização dos fins do Clube. Artigo 61º
Constituição
1. A Direcção é constituída pelos seguintes membros:a) Presidente;b) Quatro ou seis Vice-Presidentes efectivos;c) Dois Vice-Presidentes suplentes.2. O Presidente da Direcção terá obrigatoriamente pelo menos vinte e cinco anos ininterruptos como sócio efectivo, concomitantes com a data da eleição;
Aqui entra o grande cavalo de batalha dos críticos da actual direcção (Ghozé: "Quando leio que o malandro do Vieira alterou os estatutos para se perpetuar no poder, eu pergunto: mas está lá escrito que só o Vieira se pode candidatar?") mas não só (Chakra "o principal, é a aberração de se promover o afastamento de pessoas jovens e válidas a uma candidaturas à presidência do nosso clube. Um sócio com 42 anos de associado, e 42 anos de idade não se pode candidatar, um associado com 43 anos de idade e 25 anos de sócio já pode. É uma obrigação estatutária desleal para os princípios democráticos, insultuosa para a juventude benfiquista, e altamente discriminatória. O que desqualifica um jovem de 30, 35 anos, com 10 ou 15 anos de sócio como uma possibilidade de ser presidente do nosso clube?". Ao que o RPGDias (sem ser como resposta direta) contrapõe "E não me venham dizer que não pode concorrer quem quiser, pois as limitações são superiores às da eleição do presidente da República. O Benfica tem cerca de 260 mil sócios, não me digam que ficam todos fora dos parâmetros exigidos pelos estatutos?"
Eu concordo com ambos. Por principio acho que desde que um sócio possa votar deveria poder candidatar-se, simples! No entanto, a limitação colocada à elegibilidade num universo de sócios tão grande não é um factor tão limitativo como argumentado.
Atribuições
A Direcção é o órgão de governo do SPORT LISBOA E BENFICA, tendo por primordial função promover e desenvolver em geral as actividades associativas, praticar actos de gestão e administração, representação e disposição, adequados à realização dos fins do Clube. Artigo 61º
Constituição
1. A Direcção é constituída pelos seguintes membros:a) Presidente;b) Quatro ou seis Vice-Presidentes efectivos;c) Dois Vice-Presidentes suplentes.2. O Presidente da Direcção terá obrigatoriamente pelo menos vinte e cinco anos ininterruptos como sócio efectivo, concomitantes com a data da eleição;
Aqui entra o grande cavalo de batalha dos críticos da actual direcção (Ghozé: "Quando leio que o malandro do Vieira alterou os estatutos para se perpetuar no poder, eu pergunto: mas está lá escrito que só o Vieira se pode candidatar?") mas não só (Chakra "o principal, é a aberração de se promover o afastamento de pessoas jovens e válidas a uma candidaturas à presidência do nosso clube. Um sócio com 42 anos de associado, e 42 anos de idade não se pode candidatar, um associado com 43 anos de idade e 25 anos de sócio já pode. É uma obrigação estatutária desleal para os princípios democráticos, insultuosa para a juventude benfiquista, e altamente discriminatória. O que desqualifica um jovem de 30, 35 anos, com 10 ou 15 anos de sócio como uma possibilidade de ser presidente do nosso clube?". Ao que o RPGDias (sem ser como resposta direta) contrapõe "E não me venham dizer que não pode concorrer quem quiser, pois as limitações são superiores às da eleição do presidente da República. O Benfica tem cerca de 260 mil sócios, não me digam que ficam todos fora dos parâmetros exigidos pelos estatutos?"
Eu concordo com ambos. Por principio acho que desde que um sócio possa votar deveria poder candidatar-se, simples! No entanto, a limitação colocada à elegibilidade num universo de sócios tão grande não é um factor tão limitativo como argumentado.
Propostas:
1) O presidente deverá apenas ser sócio efectivo.
ou
2) O presidente deverá ser sócio efectivo com mais de dez anos ininterruptos de filiação associativa, naquela qualidade, conforme restantes órgãos sociais.
ou
3) Manter as condições atuais.
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Ficamos a aguardar as vossas contribuições para o debate esperando que este seja tão bom ou melhor do que o excelente realizado no post anterior sobre este tema!
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joão carlos · há 276 semanas
até porque obrigaria a que fossem discutidos e uma maior envolveria dos sócios, porque pouca participação dá a ideia, mesmo que seja errada, que a coisa foi cozinhada por uns tantos.
2-admito mexidas nos escalões e no numero de votos mas tem que existir sempre um prémio para os mais fieis.
equiparar sócios efectivos a correspondentes não a não ser que eles as quotas passem a ser as mesmas para os dois.
2.1-extinguir os votos pura e simplesmente.
que sentido faz por exemplo o gil vicente, nossa filial, que é nosso concorrente poder votar no presidente.
3-sempre fui pela limitação de mandatos, a minha ideia sempre foi nunca ninguém ultrapassar uma década, que é muito tempo, no poder mesmo sendo mais dois também não é por ai.
já agora não existe limite para o PM porque em portugal não se vota para PM mas sim elegemos deputados que depois elegem um governo e um PM, não são eleições directas, o que não acontece no caso do presidente do clube já que é uma eleição directa.
4- para mim na altura disse que para ser presidente tinha de se ser socio à dez ou quinze anos no máximo, vinte e cinco era demasiado.
os ininterruptos sim mas para cumprir, o problema é que nas ultimas eleições nem sequer se cumpriu os estatutos porque os dois candidatos não cumpriam esse item.
Rodolfo Dias 80p · há 276 semanas
1-É talvez o ponto mais polémico. As decisões são para serem tomadas em assembleia geral, mas o que fazer se os sócios não comparecem? Aqui suponho que cabe à direcção publicitar melhor junto dos associados as datas das assembleias, os assuntos e acima de tudo o horário das mesmas, É extremamente importante para uma maior participação que sejam realizadas durante a tarde de fins de semana do que à noite, pois neste caso invalida logo à partida a participação na maioria delas de associados de longe de Lisboa, como é o meu caso. Terminar à 1 ou 2 da manhã?
2-3) Terminar a distinção de votos entre sócios efectivos e correspondentes. 25 votos seria o máximo por sócio. Suponho que um sócio efectivo paga mais 2€ por mês do que um correspondente, mas também usufrui muito mais da instituição Benfica. Em último caso uniformizar para um só tipo de sócio e quota única.
2.1-1) Extinguir os votos das filiais e das casas. Não tem cabimento uma pessoa não física ter direito a votos. Sendo assim porque não se atribuir também os 50 votos ao NN e aos DV? E não nos podemos esquecer que uma Casa pode estar a representar benfiquistas mas não é obrigatório ser-se sócio do clube, pelo que dragartos ou sócios do clube local poderão ser sócios de qualquer casa do Benfica.
3-1) Limitar o numero de mandatos a 3 CONSECUTIVOS (com mandatos de 4 anos).
4-Acabando com a distinção de votos entre sócios efectivos e correspondentes, o candidato a presidente teria que ser sócio com o número máximo de votos, ou seja 25 anos de filiação ininterrupta.
E viva o Benfica!
Rui Dias 101p · há 276 semanas
No meu caso não quero. Digo isto o mais sincero possível. A verdade é que como aqui foi dito por alguém que acompanha o blog e tu replicaste, a democracia só interessa se estivermos de acordo. Infelizmente a maioria tem esta visão obscena do que é democracia.
Não vejo em nenhum dos pontos que colocas qualquer atentado à democracia do clube. Podemos ter uma ou outra opinião divergente, mas não vejo nada que seja imperativo mudar. Compreendo um ou outro ponto, e compreendo que possa haver as mais diversas opiniões, não compreendo é a ideia que muitas vezes se cria de que alguma desses valores aqui apresentados possam ser encaradas como atropelos à democracia.
Ponto 1
É simplesmente impraticável colocar quórum nesse tipo de votações. Imaginem que o Benfica tem 200 mil sócios, a eleição mais participada da história do clube tem perto de 22 mil votantes. Cerca de 10%. Qual seria o quórum para uma votação de estatutos? 1%? Provavelmente nem 1% se conseguiria ter. Para colocar percentagem possível teria de ser um valor marginal. Para isso mais vale estar quieto. Podem ser tomadas algumas medidas para mitigar a abstenção, mas fora isso não vejo como mudar essa realidade.
Ponto 2
Já o disse antes e volto a dizer. Não vejo o problema dos números. Sabem o que são 25 anos? São muitos anos. Faz todo o sentido que haja diferenciação de votos, quem diz o contrário não pode estar a ver bem a questão. Acho que a quantidade de votos é um não assunto, tendo em conta que até hoje me parece nunca ter existido um Presidente eleito que não tenha tido o maior número de votantes.
F_Edu68 73p · há 276 semanas
Teria que apresentar provas da sua capacidade de gestão e experiência (através da sua vida social e profissional) nomeadamente quanto à parte financeira e de HR.
Sem limite de mandatos!
Como são os sócios quem o elege (o Presidente), poderá ser sempre candidato pois a vontade dos sócios é soberana. Se a direção está a fazer um bom trabalho em prol do clube, porquê mudar?
Todos os sócios deveriam ter direito ao mesmo número de votos, para eleger o presidente. A instituição é uma, o Benfica, mas é de todos os sócios, com um ano ou com mais de 25.
A participação dos sócios mais sensíveis (com mais anos de associado) na vida do clube seria discutida e decidida numa assembleia extraordinária resolvendo assim aquela parte do “ tenho mais anos de sócio, tenho mais direitos do que ...”
No entanto, e independentemente do que se possa discutir ou decidir, o importante é que seja sempre o Benfica a ganhar.
Dr. Foca 82p · há 276 semanas
Em qualquer caso, parece os pontos que geram mais discórdia são a questão da diferenciação dos votos, os votos das casas do Benfica e a limitação de mandatos. Deixo a minha opinião:
1. Limitação de mandatos
A meu ver não faz sentido. O Benfica é uma associação na sua essência e os sócios têm todo o direito de manter como presidente quem quiserem durante o tempo que quiserem.
Faz algum sentido que se os sócios entendem que a pessoa que lidera o Benfica é a pessoa que consideram mais bem preparada para o cargo, que sejam obrigadas a mudar, só porque alguns entendem que assim é mais democrático?
Além do mais, há ferramentas nos estatutos que permitem pedir a destituição a qualquer momento, caso seja essa a vontade de uma grande maioria dos sócios.
2. Diferenciação de votos
Faz todo o sentido que quem tem ligação ao clube há mais tempo, tenha direito a mais votos. Essas pessoas mais do que todos os outros conhecem a história e o Clube. E o tempo de ligação que têm ao Clube é um garante, salvo um ou outra excepção, de amor ao mesmo.
3. Casas do Benfica
Só um idiota pode conceber que o líder de uma casa do Benfica, não seja Benfiquista. As casas estão inseridas na comunidade e todos os que a frequentam se conhecem uns aos outros, pelo que não estou a ver que uma situação dessas seja possível.
O serviço que as casas do Benfica prestam ao Clube é muito importante para aproximar os adeptos que vivem longe de Lisboa e vejo com naturalidade que as comunidades formadas à volta das Casas do Benfica, tenham voz no Clube.
Não se tratam de edifícios votantes como alguns gostam de dizer! São comunidades de adeptos de o Benfica! Muitos poderão nem ser sócios, mas contribuem para o sucesso do Clube, seja através da compra de produtos do Clube, seja com o seu apoio nos jogos fora, e, mais importante, a dimensão do Clube mede-se pela quantidade de adeptos que tem, e isso refelecte-se nas suas receitas publicitárias e de TV!!!
franconuno270fad4cd1 48p · há 276 semanas
Quantos sócios, já se deram ao trabalho de ler os estatutos do Benfica?
E dos que leram, quantos sócios entenderam o que leram?
Como é constatado no post:
"Sabes quantos associados votaram e aprovaram estes estatutos?
183 (Cento e oitenta e três) !!!
Ser sócio, não é apenas ter direitos, e acesso a bilhetes mais baratos por exemplo.
Também é participar e praticar o associativismo.
Aqui faço o meu mea culpa, como sócio exerço apenas alguns dos meus direitos, e abstenho-me de outros.
Por isso, acho que não estou qualificado para opinar ou discutir os estatutos. (será um acto de apenas opinar)
Como boa parte dos sócios, julgo que todos nós temos pouca disponibilidade para dedicar ao clube.
O que realmente gostaria que fosse possível, seria discutir e criar medidas, que possam aumentar a participação e o associativismo.
Julgo que com o advento da Internet, é possível o clube criar uma plataforma com mecanismos, aonde nós os sócios possamos participar mais activamente na vida do clube.
Até lá resta-me apenas confiar e respeitar, as decisões tomadas por quem pratica o associativismo em pleno.
António Madeira · há 276 semanas
Indo direto ao assunto, deixo a minha opinião sobre cada ponto:
1 -
Todos sabemos que ser associado do Benfica tem um significado diferente para cada um, mediante a sua proximidade da Catedral, as suas condições financeiras ou a sua costela de "associativismo". Como tal, criar um limite mínimo para aprovação de medidas será sempre um exercício arbitrário e nunca consensual.
Mas no séc. XXI, há coisas que se poderiam fazer para melhorar a participação nas assembleias. A começar pela divulgação e comunicação (há ainda um longo caminho a percorrer pelo Clube neste âmbito). Mas isso não iria resolver nada, talvez pudesse atrair a participação de mais "meia dúzia" de gatos pingados.
O que se pode fazer é criar uma plataforma online segura para qualquer sócio poder participar, estivesse onde estivesse. Será que é assim tão difícil criar uma ferramenta destas nos dias que correm, com tecnologias para todo o tipo de coisas à disposição? É uma questão de vontade e de visão.
2-
Não vejo motivo para alteração. Está muito bem como está e por aquilo que vou falando com outros sócios, a maioria não tem qualquer objeção ao modelo atual de distribuição de votos.
3-
Arrisco dizer que a esmagadora maioria dos Benfiquistas (sócios e simpatizantes) nunca pôs os pés numa Casa do Benfica, muito menos no estrangeiro.
As Casas do Benfica são um dos pilares do nosso Clube, com uma importância gigantesca a todos os níveis. Não sei quando foi tomada a decisão de atribuir votos às Casas, mas eu não sou contra. É um reconhecimento merecido ao trabalho realizado nas fundações do Clube e deve ser acarinhado e incentivado. As Casas do Benfica têm estatutos, têm órgãos sociais democraticamente eleitos e não vejo, nem nunca vi, qualquer problema em aproximá-las do centro nevrálgico do Clube, envolvendo-as nos seus destinos (ao atribuirem-lhes votos, estão a motivar a participação democrática no Clube, precisamente o problema que se levanta no ponto 1)
4-
Remeto a minha resposta para a do Rui Dias. Poderia ser a minha, palavra por palavra.
5-
Penso que os 25 anos de sócio efetivo são exagerados, mas não nunca achei isso chocante ao ponto de tornar isso numa pedra de arremesso. A idade mínima é um ponto subjetivo e seria criticada fosse qual fosse o limite imposto. Compreendo a vontade de proteger o Clube de paraquedistas e cavalos de Tróia, mas como refere o Rui Dias, somos nós que temos de vigiar quem é eleito para nos representar.
Como em tudo na vida, acho que deve haver um meio-termo, por isso, houvesse uma proposta de alteração neste ponto e eu votaria para a redução de 25 anos para 15, mantendo os 43 anos de idade mínima.
Chakraindigo · há 276 semanas
Ao contrário do que se possa pensar, os estatutos são fáceis de entender, e são o documento mais importante do clube. Qualquer sócio interessado encontrará neles uma matéria de reflexão sobre a vida do clube, e quem sabe, pode contribuir para que eles sejam melhorados. Também só são 90 artigos, ehehehehehe.
Também não me parece relevante para a sua discussão quem são os actuais corpos sociais, e o porquê de serem agora estes os estatutos. Cada um terá a sua opinião.
O importante, quando surgir a oportunidade, é que os sócios estejam esclarecidos acerca dos estatutos, as suas diversas alterações, e o que pode ser feito para a sua melhoria.
Já deixei dispersos várias opiniões acerca destes Estatutos, e seria trabalhoso estar agora a enumerá-los.
No entanto, deixo a atenção e consideração de todos, que mesmo com estatutos, os mesmos podem, e já foram, violados algumas vezes.
E sem qualquer escrutínio ou censura.
Como exemplo, há quem defenda, e eu concordo, que o emblema do Benfica está a ser apresentado em determinadas situações, por questões de marketing, ao arrepio do que está estatuído no artº5, referente aos símbolos. Nomeadamente um símbolo monocromático em cinza ou vermelho ( ver atigo 6º do regulamento do Clube, onde se especifica o conteúdo, a forma e as cores do nosso símbolo).
Também em determinada altura, deixaram de ser actualizados os Regulamentos do Clube, que especificam e clarificam a aplicação dos Estatutos. Devia haver uma norma obrigatória para este assunto.
Devemos ter presente que constam, entre outros, dos deveres de sócio, artº18:
d) votar nos actos eleitorais
e) participar de forma activa e permanente na vida associativa do clube, nomeadamente prestando informação aos orgaos sociais, de assuntos relevantes para o Clube.
j) Manter um comportamento cívico e disciplinar irrepreensível dentro das instalações do clube, designadamente usar da maior urbanidade e correcção nas reuniões onde participem.
Portanto, ao contrário do que muitos de nós pensam e escrevem, não se é "contra" ou a "favor" da direcção por participar na vida associativa, nomeadamente propondo alterações aos estatutos, ou promovendo o debate acerca do clube, nomeadamente das actividades dos nossos órgãos sociais.
Pelo menos, desde que me conheço como Benfiquista, sempre foi assim, e é, além de um direito, um Dever!
Dito isto, também é dever dos sócios, b) Cumprir os estatutos, Regulamentos, as deliberações dos órgãos sociais e as decisões dos dirigentes.
Que cada um de nós seja o melhor Benfiquista que conseguir ser.
Viva o Benfica.
Chakraindigo · há 276 semanas
Uma ou duas propostas para alteração de estatutos do Clube, pilar da BenficaSAD
Limitação de mandatos, declaração de interesses que possam ser concorrentes ou confluentes com as do Benfica, declaração de património no inicio e final do mandato e redução para 3 épocas desportivas por cada mandato com limite de 3 seguidos ou 4 alternados para todos os membros dos órgãos sociais.
Um mínimo de 10 anos como sócio do clube, com idade mínima de 35 anos, para ser elegível para presidente. Idade máxima para ser elegível de 65 anos.
Obrigação de remuneração, pelo menos dos presidentes dos órgãos sociais, com valor máximo para o presidente da direcção de um valor a fixar e indexado a um valor máximo de 1 vez o valor da remuneração do presidente da republica (no Clube, a SAD é outra história).
Maior eficácia e transparência do órgão fiscal, com uma composição cujos membros sejam a representação das listas concorrentes consoante o peso da votação eleitoral, talvez usando o método de Hondt
Obrigação de promover debates, pelo menos nos canais do clube, com todos os candidatos, e durante o período eleitoral, a proibição dos candidatos a novo mandato usarem os serviços, meios e instalações do clube para promoção da sua campanha sob pena de inviabilização da candidatura.
Com periodicidade bi-anual o conselho fiscal promoverá a realização de uma auditoria financeira e desportiva, a realizar durante os meses de Maio e Junho com elaboração do relatório a ser publicitado nos midia do clube.
O Benfica deve ser um clube transparente, democrático e agregador.
(é quase um testamento, mas aqui fica uma parte dos meus 5 cents )
Fuzo · há 276 semanas
A democracia, não é só um conjunto de regras, leis, valores ou estatutos. É isso evidentemente, mas é também a forma como a democracia é vivida, exercida e partilhada. Ou seja, a qualidade da democracia.
No que me diz respeito, partilho da opinião do Rui Dias. No essencial os estatutos do nosso clube, parecem-me ajustados e também não vejo motivos para grandes alterações (isto evidentemente, sem prejuiso de alguns ajustamentos). Mas, sempre atento à qualidade da democracia no nosso clube.
Fuzo · há 276 semanas
Fernandes · há 276 semanas
1. Na minha opinião, estes estatutos precisam de uma reformulação muito profunda. Este trabalho devia ser entregue a um grupo de pessoas qualificadas de variadas áreas, que se comprometessem a não receber 1€ do clube nos próximos 10 ou 20 anos, para garantir a sua independência. Além disso, o clube devia promover o contributo de todos, de forma simples. Seria um projecto para no mínimo 2 anos, que seria concluído com uma votação em AG. Isto, claro, seria o ideal.
2. O possível, infelizmente, são alterações avulsas em benefício da direcção (como aconteceu com a última revisão) mas até aí é possível dar enormes passos em frente.
3. Vamos começar pelo princípio: em Portugal os estatutos dos clubes, a passividade da Liga, FPF e estado, promovem a criminalidade e os "reinados" onde escrutínio dos sócios só existe no papel. Apenas utilizando a memória podíamos falar de uns 20 clubes profissionais com graves acusações/condenações só nesta década. E ainda existem todos os problemas ligados à relação SAD/Clube, conhecidos por todos.
Fernandes · há 276 semanas
4. Primeiro que tudo, é preciso reconhecer que um clube, neste caso o Benfica, não significa o mesmo para todos, e muito menos defendemos todos o mesmo caminho.
- Há quem acredite que o Benfica deve ganhar a todo o custo, inclusivamente roçando/ultrapassando limites legais e violando grosseiramente regras básicas da ética numa sociedade moderna.
- Há quem acredite que a direcção deve ser "dona" do clube, e que se confunde com a instituição que está a gerir (escrutinar a direcção = criticar o clube).
- Há quem defenda que a transparência na gestão "prejudica" o clube, por isso quanto maior a ignorância dos sócios, melhor.
Para mim o Benfica não é uma equipa de futebol que existe para ganhar a todo o custo, mas sim uma das instituições mais importantes de Portugal, que por acaso tem como actividade principal o futebol de competição. Por isso não quero menos para o Benfica que para o estado, para uma fundação sem fins lucrativos, uma empresa, enfim, qualquer instituição que tenha impacto na nossa vida em sociedade e interfira com a vida de pessoas.
Fernandes · há 276 semanas
5. Antes de falar de alterações é preciso definir que valores queremos defender nos estatutos. Cada um terá as suas prioridades, mas quero acreditar que as minhas são "universais" no século XXI:
- TRANSPARÊNCIA - Para minimizar erros, corrigi-los rapidamente, combater o caciquismo e que é transversal ao futebol português, e reduzir ao máximo a tentação de práticas criminosas.
- PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA - Para fortalecer a ligação ao clube em todo o mundo, de sócios e adeptos, garantir que as direcções respondem às preocupações e desejos dos sócios.
Se os estatutos apenas e só estes dois valores, já seria algo incrível. A partir daqui é preciso pensar como se defendem estes valores com medidas concretas, e que sejam consensuais. Existem outras questões muito importantes, como a sustentabilidade financeira, combate à descriminação/violência, etc. mas estes dois valores parecem-me ser essenciais para que o Benfica seja uma instituição não só grande e vencedora, porque isso já é hoje, mas que tenha o respeito e admiração da sociedade em geral, e não apenas dos benfiquistas.
Fernandes · há 276 semanas
6. Agora vem a parte mais difícil, que é apresentar medidas que gerem consenso, pois sabemos que existem benfiquistas a favor e contra tudo.
ATENÇÃO, não pretendo apresentar estas ideias como verdades universais, pois eu próprio sei que podem e devem ser melhoradas. Acredito sim que são a base para um clube incomparavelmente mais sustentável e democrático, que seja olhado pela sociedade como um modelo a seguir.
SUSTENTABILIDADE
1. Definição um limite para o aumento da dívida num mandato, por exemplo, equivalente a 50% do volume médio de receitas. Com uma receita média consolidada de 250 milhões de euros, a dívida não poderia ultrapassar os 125M€, que é aproximadamente o que existe hoje.
Se uma direcção não cumprir esse limite, ficará impedida de se recandidatar. A direcção terá sempre a possibilidade de aprovar um aumento da dívida para projectos específicos mediante a aprovação da maioria dos sócios, após lhes ser apresentado e discutido um projecto com o respectivo orçamento.
2. Limitar o aumento anual do custo com as modalidades (por exemplo, 5%), para promover uma aposta real na formação e impedir a "compra" de vitórias, ou seja, uma gestão irresponsável. 5% por ano são muitas centenas de milhar de euros por ano, estamos a falar de um aumento que incide sobre a tota a despesa anual das modalidades (salários, deslocações, formação, etc.)
3. Proibição da antecipação de receitas, por esse dinheiro não pertence à direcção actual, mas sim a direcções futuras. Neste momento a direcção já antecipou imensos milhões do contrato com a NOS (e o mesmo se passa no FCP, SCP, SCB, etc.), milhões esses que ultrapassam largamente o final do mandato actual e podem comprometer o futuro do clube. Mais uma vez, sempre que uma direcção pretenda antecipar valores que ultrapassam o seu mandato, a decisão final será tomada pelos sócios.
Fernandes · há 276 semanas
TRANSPARÊNCIA
1. Obrigar a direcção a apresentar as contas reais das modalidades, para que os sócios conheçam o custo individual de cada equipa (total de receitas/despesas anuais), e possam formar a sua opinião sobre a gestão desse investimento. Actualmente os estatutos permitem que essa informação seja escondida dos sócios.
NOTA: Isto não é novidade, durante décadas estes valores eram divulgados nos relatórios e contas. De um momento para o outro essa informação desapareceu. Quem beneficia são as direcções, pois como todos sabemos a ignorância protege a incompetência. E atenção, estamos a falar de mais de 10 milhões de €/ano, ou seja, num mandato são mais de 50 milhões de €.
NOTA 2: Isto é o que se passa, por exemplo, no Barcelona. Qualquer benfiquista pode consultar, neste preciso momento, as contas das suas equipas.
2. Auditoria de gestão às contas no final de cada mandato, para garantir (na medida do possível) que não existem suspeitas relativas à entrada/saída das muitas centenas de milhões que passaram pelas mãos da direcção. A própria direcção fica muito mais protegida com uma análise independente à sua gestão. Caso a auditoria aponte decisões suspeitas o clube fica obrigada a efectuar uma denúncia às autoridades.
3. Introdução de regras claras e o mais transparentes possíveis para o processo de venda da SAD, nomeadamente deve estar especificado quais os mecanismos para garantir que a qualquer momento os sócios podem aprovar a sua recompra. O clube não deve continuar completamente vulnerável a uma empresa ou milionário que prometa uma Champions aos sócios.
Fernandes · há 276 semanas
PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA
1. Alguém sabe quantos sócios votam nas eleições do Barcelona? 50 mil! É um número inimaginável no Benfica, apesar do terem menos sócios habilitados a votar. Isto demonstra que muitos benfiquistas não se identificam com o processo democrático do seu clube, o que é mau, e empobrece e fragiliza a instituição. Os estatutos devem indicar especificamente que a direcção está obrigada a promover a participação dos sócios em eleições.
2. Votos. Questão polémica, já sei, mas a situação actual é profundamente anti-democrática. Quando uma pessoa vale tanto quanto 50, estamos a dizer que o melhor é ficar na caminha porque o futuro do clube não lhe diz respeito. A ideia que o Benfica vai ser "invadido" por adeptos rivais só dá para rir (está ao nível de usar jogadores infiltrados), mas também há solução para isso.
O que o Benfica precisa é de 30/40/50 mil votantes reais, e não de milhões de "sócios fantasma", que têm mais direito a decidir o futuro do clube que um jovem que paga exactamente as mesmas quotas mas cometeu o "crime" de ter nascido em 1998 em vez de de 1958. Quem é sócio há mais anos deve ter mais peso? É óbvio que sim, e é óbvio que já tem: quem é sócio há mais anos... participou em MUITO mais AG's e eleições, ou seja, tem uma influência incomparável aos novos sócios. É aí que deve estar a diferença.
Não sou fundamentalista e aprecio o bom senso, por isso acho bem que se encontre uma solução que recompense a antiguidade sem "criminalizar" ninguém. É falso que as dezenas de votos estejam a compensar alguém, o que esse sistema faz é levantar suspeitas sobre os benfiquistas de 1 voto. "Não és de confiança, por isso vamos garantir através dos estatutos que o teu voto é irrelevante." Propostas, a meu ver, muito equilibradas:
- 3 anos sem votos.
- 1 sócio 1 voto a partir dos 3 anos.
OU
- 1 ano sem votos.
- 2 anos seguintes com 1 voto.
- A partir dos 3 anos todos ficam com 2 votos.
Consequência: fidelidade é recompensada, mas o Benfica deixa de ser um clube que funciona à moda da Grécia Antiga, em que a maioria da população não existia na hora de tomar decisões. O Benfica tem de ser de todos e para todos.
CONCLUSÂO
Já escrevi imenso, e deixei várias alterações vitais de fora, mas não quero esgotar a paciência de quem lê. Este texto serve acima de tudo para mostrar que estes estatutos são anacrónicos e promovem a exclusão dos benfiquistas da vida do clube, porque o Benfica não devia ser ir à bola e carregar num botão de 4 em 4 anos. Pode ser isso para quem quer, mas devia ser muito mais para quem quer olhar para o clube e ver uma referência para a sociedade portuguesa. Até porque a promoção da ética, transparência e participação democrática só prejudica quem pretende servir-se do Benfica, em vez de o servir.
BenfiquistaPrimário · há 276 semanas
A sério: excelente iniciativa do UB e excelentes participações!
Parabéns a tod@s!
Eu basicamente subscrevo as propostas do Chakra (já começa a tornar-se previsível, eu sei, mas é a verdade)
Diferenciação entre sócios sim, mas não com tanta diferença...20 ou 30 votos no máximo.
Condições para presidência 35 anos e 10 anos ininterruptos como sócio pagante.
Manter diferenciação entre sócios efectivos e correspondentes.
Limitação de mandatos: sim, com três mandatos e 12 anos como máximo.
Carregaaaa!
Edson A. Nascimento · há 275 semanas
Isto incomoda-me bastante porque o homem tem a mesma atitude em relação às críticas, basta ver a forma como reagiu quando o nosso Bruno de Carvalho foi candidato (ya porque também temos um). Desde epítetos de garotão a vozes altas e grossas, desconsideração pela pessoa e pelo consócio, censura da BTV, enfim, vê-se logo que qualquer enfrentamento lhe causa uma enorme urticária. O que é estranho para não dizer que é estranhíssimo.
Não é isto que defendo para o Benfica ou para minha casa e são atitudes pouco claras, difusas mesmo, típicas de quem pretende resguardar-se do debate ou esconder detalhes importantes. Confesso que nunca fui apoiante ou admirador de LFV e dificilmente teria votado nele alguma vez mas, pessoalmente, não consegui esquecer a alteração que o senhor promoveu aos estatutos. Desde esse dia que a minha opinião sobre ele ficou lavrada.
De forma subtil foi criando o contexto ideal para travar outras candidaturas e, no fundo, para limitar o debate interno. Isto também não me complica minimamente nos elogios que faço todos os dias ao seu trabalho no Benfica. Porque o elogio e a crítica são as bases fundamentais da democracia de qualidade. LFV é pai de coisas fantásticas no clube.
No entanto, ao contrário do que possam pensar, considero que um clube/associação desportiva não é o governo de um país, ainda que por vezes se procure emular as coisas, muitas vezes de forma surreal. São contextos e regras e objectivos diferentes. Por isso não vejo a questão da limitação de mandatos como um tema interessante. Isso vem da cabeça de quem pretende apear o LFV. Não há outra justificação.
Sobre a diferenciação de votos também estou de acordo e julgo que apenas se pode discutir a forma como isto é implementado. Não tenho propostas.
A idade do presidente é-me realmente indiferente mas percebo que se procure encontrar uma forma de organizar o assunto. Também não é um tema que me pareça importante. Peço apenas que se encontre uma maneira de ser equilibrado com as exigências.
Sobre os votos das Casas do Benfica, sim, considero patético e sem qualquer lógica. Por que uma entidade colectiva tem direito a voto numa eleição de cariz individual? Isto é legal? Cumpre os fundamentos da Constituição portuguesa? Qual é o objectivo: dar importância às Casas do Benfica. É um objectivo concreto e importante. Mas não há outras formas de promover estas ideias? Tem de ser à custa do bom-senso?
Algumas críticas sobre a falta de qualidade da participação interna também me tocaram bastante. Na minha opinião este é o debate mais importante.
Edson A. Nascimento · há 275 semanas
Acho que poucas pessoas com bom-senso podem discordar que aquele voto colectivo terá sempre uma forte influência de quem está no poder. E por isso discordo e considero que foi uma medida de chico-esperto para melhor controlar o processo. Depois isto foi complementado com a comunicação positiva até à náusea da BTV (atenção eu gosto do canal! mas a linha editorial podia ser bem mais abrangente sem tornar-se um antro). Tudo características de processos eleitorais pouco transparentes: ludibriar o Direito e controlar o acesso à informação.
Sobre a minha opinião em relação ao LFV, não fiz qualquer comentário sobre o estilo ou a forma de falar enquanto tal. Porque não me interessa para nada se é campónio ou pescador ou ministro ou advogado. O que disse e reafirmo é que o senhor em contextos mais apertados, de confronto de ideias, rapidamente perde as estribeiras. Ora para alguém que tem uma série de resultados para apresentar aquelas inseguranças todas nascem de onde?
O senhor LFV pensa que é o único benfiquista com capacidade para liderar o clube? Por vezes parece que sim, o que me leva a crer que o homem pode estar definitivamente louco.