Estão a ver estas linhas que deram confusão na anulação do golo de Seferovic? Sou 100% a favor!
O meu pressuposto é simples... ter o mínimo de decisões a ser tomadas pelo critério dos Verissimos e Xistras. Se os considero mal intencionados e incompetentes (a ordem é relevante)... quanto menos estiver no "poder" deles... Melhor!
Os árbitros portugueses sempre tiveram uma desculpa "Não conseguimos ver o mesmo que 15 câmaras"... Com a introdução do VAR... acabou-se a desculpa e manteve-se a incompetência, embora, reconheça-se, em níveis inferiores. Mas os fdj continuavam a ser o calcanhar de Aquiles!
Existem dois tipo de erro que podem ocorrer: é não assinalar quando está fdj e assinalar quando não está. Com as linhas fica muito mais difícil acontecer qualquer tipo de erro, especialmente o tipo 1...
Claro que seleccionando um frame errado pode acontecer aceitar que está fora de jogo e num frame mais correto não estar, mas se estamos a falar de frames vai existir sempre discussão... e se a discussão ficar resumida aos fdj de frame e não de 50cm já é uma evolução.
Eu prefiro que seja anulado o golo de Seferovic (que está adiantado, independentemente das considerações posteriores) do que que seja anulado o golo de Rafa (que está em jogo).
Claro que seleccionando um frame errado pode acontecer aceitar que está fora de jogo e num frame mais correto não estar, mas se estamos a falar de frames vai existir sempre discussão... e se a discussão ficar resumida aos fdj de frame e não de 50cm já é uma evolução.
Eu prefiro que seja anulado o golo de Seferovic (que está adiantado, independentemente das considerações posteriores) do que que seja anulado o golo de Rafa (que está em jogo).
Em minha opinião, apenas se coloca a uma questão: a fiabilidade.. e pesquisei bastante mas não consegui encontrar o nome da empresa que validou a tecnologia de modo a verificar os procedimentos, se alguém souber deixe a informação nos comentários. Sendo fiável, a discussão acaba antes do sporting deixar de lutar pelo titulo e todos sabemos quão rápido isso é... alguém questiona a tecnologia da linha de golo?
Na maioria das opiniões colocam-se duas questões: o espírito da lei e os fdj com margem de erro.
Começando pelo espírito da lei... e entrando de seguida na margem de erro ou do árbitro.
Basicamente: Um jogador encontra-se em posição de fora-de-jogo se estiver mais perto da linha de baliza adversária do que a bola e o penúltimo adversário, sendo que em caso de dúvida dá-se o beneficio à equipa que ataca.
O beneficio da dúvida deve ser dado em campo... mas posteriormente, chegando a tecnologia... a dúvida acaba. Todos concordaremos que a bola do exemplo acima não ultrapassou completamente a linha? Ninguém discute "ah e tal mas foi por pouco e devia ter sido validado"? Então porque discutir cm no fdj?
Não existe mais fdj ou menos fdj... ou está ou não, conforme o exemplo da bola que não entrou na baliza do City! Se é possível determinar ao cm se o atacante está adiantado não faz sentido utilizar uma margem de erro ou uma margem para a decisão de campo para os casos mais difíceis... a margem de erro porque apenas levaria a discussão para outro limite, e em vez de se discutir se estava fdj passaria a discutir-se se estaria na margem de erro... e dar o poder discricionário ao árbitro de decidir o que seria duvidoso (ou no limite, ou outro qualquer termo) pior ainda... nem ponho em causa o critério de diferentes árbitros em diferentes jogos mas do mesmo árbitro ao longo de diferentes jogos e até no mesmo jogo!
Se já com ferramentas tecnológicas poderemos esperar interpretações duvidosas... todos sabemos o que aturamos com os "critérios do arbitro" ao longo destes anos... Na dúvida opta-se pela opção contra o Benfica! O campeonato do ano passado foi exemplificativo (sem referir sequer os erros escandalosos a favor dos rivais)... enquanto na dúvida era contra o Benfica tudo correu bem... quando a dúvida (nem foram erros) deu para o lado do Benfica caiu o carmo e a trindade.
Fico satisfeito se servir no mínimo para acabar com isto:
Eeheeh... batam á vontade!
No Facebook em https://www.facebook.com/universobenfiquista
No Twitter em https://twitter.com/UnivBenfiquista
troza · há 293 semanas
A questão é a aplicação da regra e o que ficou na dúvida é se a posição e a jogada era passível de ser fora-de-jogo ou não. A malta que discute que era por pouco não faz sentido.
No entanto tudo o que está à volta do VAR precisa de ser esclarecido e claro e a responsabilidade de apitar bem com estas condições todas tem de ser real. Já vi um Benfica vs Sporting acabar 1-1 quando devia ter acabado 5-0. O ano passado viu-se o Pizzi levar duas rasteiras na área contra o Chaves (?) e o árbitro e ao VAR e não marcar. Isto não pode acontecer.
Se o árbitro não tem indicação para ir ao VAR num lance em que devia ir, responsabilidade para o VAR. Se o árbitro tem de ajuizar um lance no VAR mas recusa, responsabilidade para o árbitro. Se o árbitro vai ao VAR e não vê algo claro, super responsabilidade para o árbitro.
Já agora... foras de jogo assinalados em tempo real não podem acontecer. Se é possível ver no VAR com certeza a posição e até rever a jogada para ver o contexto, nunca um fora-de-jogo pode ser assinalado em tempo real... a jogada tem de seguir sempre.
Dr. Foca 82p · há 293 semanas
Pode alegar-se, olha agora vamos anular um golo por 5 cm ... tudo bem, mas é igual para todos que é o mais importante.
A m/ única dúvida é quanto ao momento em que a imagem é parada!!
Luis · há 293 semanas
As linhas ajudam na analise directa e isso e um grande bonus relativamente ao passado recente.
Quanto a comparacao feita com o golo do Rafa, o que foi assinalado na altura foi a mao do Seferovic no momento da recepcao da bola e nao fora de jogo. Lembro-me que apenas passou uma repeticao desse lance na TV, mas efectivamente o Seferovic utilizou o braco esquerdo para ajudar na recepcao. e o golo foi bem anulado.
Quanto a empresa em questao, lembro-me de no inicio da epoca ter ouvido alguem dizer que sao a mesma empresa que trata de verificacoes similares na NFL... mas tb nao consegui confirmar isso.
Rui Dias 101p · há 293 semanas
O caso do Rafa nada tem a ver como do Seferovic. No caso do Seferovic há sempre interpretação da regra, ou seja, será que o jogador interferiu ou não no defesa? Eu acho que é daqueles que se pode decidir para qualquer dois lados. Acho que se o árbitro decidisse que o jogador não incomodou nem impediu o defesa de jogar a bola normalmente também estaria bem assinalado. O Seferovic está a mais de 1 metro do jogador quando ele chuta a bola. Depois há a questão de estar ou não adiantado, e eu digo o que já disse muita vez. É um absurdo marcar-se foras de jogo por 30 centímetros. Ainda para mais utilizando cotovelos de uns e peitos de outros. Aqui é que devia entrar a decisão do árbitro sobre qual é a parte do corpo que beneficia o posicionamento do jogador. É o cotovelo? É o queixo? É a perna? Essa imagem que é colocado sobre o golo do Sterling é elucidativa. O jogador de um frame para o outro está 13 centímetros mais à frente... Para mim é sempre, se o jogador tem a maior parte do corpo em linha com o outro então deve-se privilegiar o ataque. 7 centímetros de fora de jogo? Estamos a brincar?
Isto não é a mesma coisa de uma bola entrar ou não. O fora de jogo pode muitas vezes ser interpretativo e deve-se privilegiar o bom senso. Aquilo que precisamos é de árbitros competentes, não é de brincadeiras de 1 ou 2 centímetros e de frame by frame.
G G 84p · há 293 semanas
A arbitragem portuguesa sempre foi fraca e susceptível a pressões. Os do norte sempre souberam disso e sempre aproveitaram os contactos e as fragilidades como ninguém. Com VAR as coisas complicam, porque embora existam sempre erros e a possibilidade de serem benefeciados, nunca será a escandaleira de outrora que os carregava às costas.
Com VAR esfuma-se também a teoria do Sporting, de que são uns coitadinhos e que só não ganham porque são muito prejudicados, além disso e ainda assim, desde que existe VAR os viscondes são de longe os mais benefeciados com erros claros.
A linhas, são um boost ao VAR, que admito, não tinha a vida facilitada para conseguir distinguir em certos lances se está ou não em fora de jogo. Se é por 10 metros ou por 4cms pouco importa, o importante é que seja claro para todos e com imagens para todos podermos ver.
O momento da análise em frames é possível de aferir, pois consegue-se ampliar o momento do passe em vídeo corrido, com dois monitores em simultâneo um a captar o momento do toque na bola e no outro monitor com o possível adiantamento.
Portanto como benfiquistas, devemos estar felizes por ser cada vez mais difícil a chico-espertice por si só ganhar jogos.
Edu68 · há 293 semanas
E depois ainda há o arbitro; é que mesmo havendo uma opinião do VAR, o arbitro tem sempre a última palavra. Ou seja, o golo anulado ao Sefer e o penalti não assinalado sobre o Rafa, para mim, são da inteira responsabilidade do VARissimo pois era ele o "chefe d'équipa" e independentemente do que o VAR aconselhou, foi ele quem tomou a decisão final. Claro que para "sacudir a água do seu capote", ele sempre faz o sinal com as maõs indicando decisão do VAR! Vai uma aposta de qual cor será o VAR no sábado á noite???
Filipe · há 293 semanas
Oliveira · há 293 semanas
pelo que percebi há uma série de empresas certificadas pela FIFA para fazer as linhas do VAR.
Mais uma vez um excelente artigo.
Eu sou a favor do VAR já há muitos anos, principalmente depois de começar a ver alguns desportos americanos, essencialmente o futebol.
Mesmo aí, na NFL há erros escandalosos, como aconteceu numa final de conferência em janeiro entre os RAMS e os Saints.
Apesar dos erros eu acho que tudo o que possa ajudar a tornar o futebol mais "limpo" será bem vindo, mesmo que se percam uns minutos...
Dr. Foca 82p · há 293 semanas
Agora a acrescentar a substituições, lesões simuladas e outros truques em que por cá os jogadores e treinadores são peritos, temos as interrupções para análise de lances pelo VAR. E não tenho dúvidas de que estas serão cada vez mais, porque há exigência dos próprios adeptos de que os lances sejam escrutinados ao milímetro.
Eu sempre fui a favor de que se encontrasse um sistema capaz de harmonizar o tempo útil de jogo!
Penso que algo deve ser feito nesse sentido, pois é outra área onde o critério dos "xistras" reina, e depois temos casos em que são dados 4 ou 5 minutos, outros 7 ou 8 e outros em que é até os sapos marcarem!!!
Uma solução parecida com a que é usada no futsal e basket, parece pouco viável no futebol de 11.
Mas no mínimo dos mínimos o VAR pode cronometrar o tempo que o jogo está interrompido e dar indicação ao árbitro do tempo extra que deverá ser dado!
Manu · há 293 semanas
Chakraindigo · há 293 semanas
Assim, com o Benfica continua a ser sempre a rouVar, ahahahahahaha.
Mais a sério, nesse lance com o Belenenses a questão não tem a ver com as linhas, é apenas uma questão de má-fé, para não chamar outro nome.
Se os árbitros perdem 4 minutos a analisar um lance, e interpretam no sentido contrário à lei, porque não perderam 30 segundos a analisar o lance do penalty sobre o Rafa?
O ano passado, em que ganhamos no Dragão, podíamos ter perdido ai o campeonato, porque o fora de jogo de Marega ,que passou em claro ,deu golo, aí sim, com intervenção do Pepe no lance, e no lance entre Gabriel e Octávio, o Jorge Sousa conseguiu mostrar 2 amarelos no mesmo lance, algo quase inédito e surreal.
O que têm estes lances todos de comum - são sempre "interpretados" contra o Benfica.
Já na Luz, em que ganhamos 1-0, a expulsão do Lema, pelo Verdissimo, é caricato, lá está, mais uma "interpretação" à moda dos árbitros que temos.
isto só mostra que temos de jogar muito mais que o FCPorto para ganhar, depois vêm com estatísticas da treta acerca de vitórias na nova Luz.
O FCPorto quando era hegemónico, conseguia avanços de mais de 10 pontos, o Benfica agora hegemónico tem de lutar sempre até à ultima jornada.
Com ou sem VAR, não acredito na nossa arbitragem, uns porque são incompetentes, outros por manifesto anti-benfiquismo.
Não há volta a dar.
Viva o Benfica!
joão carlos · há 293 semanas
é que 30cm é um pé, o que ainda é consideravelmente e mais pelos vistos já fora decididos lance por muito menos distancia.
o frame então neste caso era ridículo porque quantos mais frames recuássemos mais ele estava em fora de jogo já que ele vinha a tentar escapar ao fora de jogo.
estando o software licenciado, ainda por cima por uma entidade internacional, nem sequer devia ser levantada a questão nem a margem de erros que esta automaticamente determinada pelo mesmo.
o que deveríamos estar a discutir também é porque se permitem jogo em campos em que não é possível a utilização deste tipo de software.
Rudolfo Dias · há 293 semanas
Se compreendo que no lance do Esferovit possa haver dúvidas se interfere ou não no lance (o defesa se não sentisse a pressão do Esferovit nas suas costas poderia deixar a bola seguir até ao guarda redes), já não compreendo como se deixa passar em claro o penalti sobre o Rafa.
E aqui é que reside a questão do critério. Se o árbitro não viu/não quis ver/viu mas não quis marcar é uma coisa, mas o Fdp do VAR teria que ver esse lance e pelo menos chamar o árbitro para ver as imagens, como todo e qualquer outro lance em que o avançado cai na área contrária. E porque não chamou? Porque era o Benfica, se fosse algum clube da coligação dragarta teria certamente chamado. E é este critério que já imperou nos campeonatos anteriores e vai continuar a imperar.
Quanto aos fora de jogo de centímetros, concordo que ou é fora de jogo ou não é. Mas certamente de futuro o VAR terá que incorporar um zoom lunar pois até o pelo vai contar. E neste caso, pelo sim pelo não, será aconselhado que o Benfica só contrate metrossexuais e que venha a ter um Departamento de Depilação Localizada para os jogadores já existentes.
Sjwaria Law · há 293 semanas
Dito isto, é praticamente impossível remover a subjectividade e a interpretação do futebol, mas pode-se caminhar para isso, o VAR, boa ideia, porém está mal implementado.
Neste caso dos fora-de-jogo, por muito que adicionemos regras e regrinhas, apenas vai aumentar a subjectividade, em vez disso à que colocar regras claras, por exemplo, para haver fora-de-jogo o jogador tem que tocar na bola ou tocar no jogador que a corta, em vez da regra subjectiva de se incomodou ou não com a proximidade. A partir do momento que o jogador em fora-de-jogo não toca na bola nem interfere directamente com um corte da defesa, não existe fora-de-jogo, ponto.
Mas parece que se quer fazer do fora-de-jogo algo complexo, quase que como uma ofensa ao jogo jogado, em que mal do futebol se um jogador em fora-de-jogo dá um peido e distrai o defesa com o cheiro.